

O Ibovespa hoje caiu 0,29%, aos 126.165,64 pontos e com volume negociado de R$ 22,3 bilhões.
O principal índice da Bolsa renovou mínimas ao final do pregão, num dia de mercado sem direção em Nova York. Petrobras (PETR3, -1,32%, PETR4, -1,04%) e Vale (VALE3 -0,03%), além de Bradesco (BBDC3, -0,56% e BBDC4 -0,49%) puxaram o desempenho negativo do Ibovespa.
Na Vale, os papéis realizam os lucros acumulados em novembro (+9,55%), segundo a analista da MyCap, Júlia Monteiro. Além disso, houve recuo de 0,47% no minério de ferro em Dalian e preocupações com a saúde financeira do setor imobiliário na China, o que contribuiu para a cautela dos investidores.
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Os preços do petróleo acentuaram o ritmo de alta no final da sessão, após a notícia de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), liderada pela Rússia, estuda novos cortes de até 1 milhão de barris por dia na produção da commodity.
Apesar disso, as ações da Petrobras recuaram, com o mercado na espera da Assembleia Geral Extraordinária (AGE) marcada para esta quinta-feira (30) que deverá definir provisão para dividendos. A reunião discutirá a mudança de estatuto da companhia, o que desagrada o mercado.
Em dia de queda nos juros futuros, papéis de varejistas e setor de consumo subiram, como Casas Bahia (BHIA3), Lojas Renner (LREN3) e Magalu (MGLU3).
“Outro motivo para a alta de Lojas Renner me parece ser a fala de Alckmin sobre a possibilidade de volta do imposto sobre compras internacionais até 50 dólares, o que ajuda as varejistas de moda”, observou Fabio Louzada, economista e planejador financeiro CFP.
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Entre as quedas, Sabesp (SBSP3) sentiu após informar que a votação do projeto de privatização começa na próxima segunda. Outra ação que caiu foi a da Gol, depois de ser rebaixada pelo Citi. O banco rebaixou as ações de neutra para venda e sinalizou ainda que os papéis oferecem alto risco, o que acabou afugentando investidores da empresa.
Em Nova York, S&P 500 e Nasdaq caíram 0,09% e 0,16%, enquanto Dow Jones subiu 0,04%.
O dólar e o euro subiram 0,32% e 0,24% frente ao real na sessão, atingindo os R$ 4,89 e R$ 5,37, respectivamente.
As três ações que mais valorizaram no dia foram Marfrig (MRFG3), Lojas Renner (LREN3) e Vibra (VBBR3).
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Confira o que influenciou o movimento dos ativos:
Marfrig (MRFG3): 4,73%, R$ 10,4
Marfrig se manteve na dianteira do Ibovespa fechando em alta de 4,73% a R$ 10,40.
A MRFG3 está em alta de 60,99% no mês. No ano, acumula uma valorização de 20,23%.
Lojas Renner (LREN3): 4,14%, R$ 16,09
A possibilidade de taxação de compras internacionais abaixo de US$ 50 vem repercutindo positivamente no preço dos ativos ligados ao varejo de moda. Renner é um dos papéis mais beneficiados, fechando o dia em alta de 4,14% a R$ 16,09.
A LREN3 está em alta de 31,24% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 19,23%.
Vibra (VBBR3): 3,48%, R$ 22,62
Vibra estendeu os ganhos do dia anterior a véspera ainda repercutindo a combinação de negócios com Eneva (ENEV3).
A VBBR3 está em alta de 14,3% no mês. No ano, acumula uma valorização de 48,23%.
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*Com Estadão Conteúdo