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Mercado

“Os FIDCs não são mais o ‘patinho feio’ do mercado”, diz Multiplike

Peterson Rizzo, gerente de relacionamento com investidores, explica a rápida evolução dessa classe que já superou os fundos de ações em patrimônio

Por Jenne Andrade

29/09/2025 | 14:06 Atualização: 02/10/2025 | 17:23

Peterson Rizzo, gerente de relacionamento com investidores da Multiplike. Foto: Divulgação
Peterson Rizzo, gerente de relacionamento com investidores da Multiplike. Foto: Divulgação

Desde o final do ano passado, tem mais dinheiro em fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs) do que em fundos de ações (FIAs). Segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), os FIDCs atingiram um patrimônio líquido de R$ 626,8 bilhões em dezembro de 2024, contra R$ 578,5 bilhões nos FIAs, e essa diferença não parou por aí.

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No acumulado de 2025, os FIDCs atraíram R$ 64 bilhões em capital e o PL subiu para R$ 715 bilhões – uma grande reviravolta para um ativo que até pouco tempo atrás estava longe de ser prioridade nas carteiras.

“Os FIDCs eram vistos no mercado como ‘patinhos feios’, aqueles fundos que concedem crédito a empresas que têm um baixo score”, afirma Peterson Rizzo, gerente de relacionamento com investidores da Multiplike, conglomerado financeiro especializado em crédito com patrimônio líquido de 3,8 bilhões e com uma carteira de FIDCs de R$ 3,5 bilhões.

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Contudo, o mercado amadureceu e entendeu o potencial desse instrumento. A regulação também se tornou mais rigorosa, o que possibilitou a abertura do segmento para o varejo com a Resolução 175 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), lançada em 2022.

“Hoje temos administradores específicos para FDICs, gestores muito renomados que migraram suas carteiras para fundos que investem em FIDCs, agências de rating e auditoria que se especializaram em analisar esse tipo de ativo e o próprio regulador (CVM) vem aperfeiçoando e impondo regras de governança”, diz Rizzo. “Os FIDCs não são mais o “patinho feio” do mercado.”

Em termos gerais, os FIDCs são fundos de renda fixa que ganham dinheiro comprando “recebíveis” – valores que uma empresa tem para receber de terceiros, como cheques, boletos e compras parceladas de cartão de crédito. Na prática, para adiantar o embolso desses valores, a empresa vende as carteiras aos FIDCs com desconto, que passam a ter direito a receber os valores parcelados.

O nível de risco depende do tipo de FIDC e também da cota comprada pelo investidor: a júnior é a mais rentável, mas é a que absorve as perdas em caso de inadimplência; a mezanino tem menos risco que a júnior e também menos retorno; já a sênior, que pode ser acessada pelo varejo, é a que tem menor risco e menor retorno.

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Olhando para frente, o maior desafio para a classe são os juros em 15% ao ano. “Não faz sentido para um FIDC captar recurso, pagar para o investidor um juro elevado (CDI+), sem conseguir originar dívidas de boa qualidade para dentro das carteiras”, aponta Rizzo.

E-Investidor – Os FIDCs captaram R$ 64 bilhões em 2025 e o patrimônio líquido da classe caminha em direção ao R$ 1 trilhão. O que tem atraído tanto capital para esses fundos, que há até pouco tempo eram desconhecidos?

Peterson Rizzo – Eu diria que o grande responsável por esse crescimento é o amadurecimento da indústria. Os FIDCs eram vistos no mercado como “patinhos feios”, aqueles fundos que concedem crédito a empresas que têm um baixo score e que não conseguiriam acesso a crédito bancarizado.

Mas ao longo do tempo os prestadores de serviços foram amadurecendo. Hoje temos ótimos administradores específicos para FDICs, gestores muito renomados que migraram suas carteiras para fundos que investem em FIDCs, agências de rating e auditorias que se especializaram em analisar esse tipo de ativo e o próprio regulador (CVM) vem aperfeiçoando e impondo regras de governança. E agora a nova Resolução CVM 175, por exemplo, permitiu a entrada do investidor de varejo nessa classe de ativos.

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Os FIDCs não são mais o “patinho feio” do mercado, agora são vistos como uma opção atrativa para investidores e principalmente para empresas, que buscam outras formas de crédito. No Brasil, ainda somos muito dependentes do crédito bancário, mas os FIDCs vêm, justamente, com esse propósito de desbancarização.

O que os FIDCs têm de vantagem sobre outras modalidades de fundos de renda fixa e, pelo lado das empresas, em relação à captação via bancos?

O FIDC é um fundo de renda fixa em que a remuneração, normalmente, é superior a investimentos tradicionais, como Certificados de Depósitos Bancários (CDBs), Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio (LCIs e LCAs), e captam em patamares superiores ao CDI. A cota sênior é normalmente CDI+2,4%, enquanto na cota mezanino é CDI+4%. No final do dia, você tem uma operação com retorno muito superior ao juro real.

Tem muitos casos também em que o próprio originador (gestora dos recebíveis, como a Multiplike) acaba sendo o cotista júnior. Ou seja, aquele que absorve eventuais perdas e inadimplências. Tem total alinhamento e total pele no jogo, como a gente costuma falar aqui no mercado. Em outros títulos, não existe essa figura de subordinação.

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Em relação às empresas, os FIDCs conseguem ter um tíquete muito similar aos bancos na concessão de crédito, taxas competitivas e um atendimento muito mais próximo do cliente. Então, acho que a grande demanda das empresas pelos FIDICs faz, na outra ponta, com que a indústria cresça, amadureça e tenha um produto atrativo para os investidores também.

A alta da taxa de juros favorece a captação dos FIDCs, pois leva as empresas a buscarem fontes alternativas de crédito e atrai investidores que buscam maiores rentabilidades em produtos de renda fixa. Mas isso não está aumentando também o risco de inadimplência das carteiras também?

Hoje, por conta do juro muito elevado, nós sentimos uma certa retração pelo lado das empresas em relação às tomadas de crédito. Também é natural que as empresas apresentem uma deterioração nas margens e aumento no endividamento – e isso acaba acendendo um alerta para o time de crédito, pelo aumento do risco operacional.

A alta de juros não tende a trazer problemas sérios para a indústria de FIDCs, mas pode reduzir um pouco as captações. Não faz sentido para um FIDC captar recurso, pagar para o investidor um juro elevado (CDI+), sem conseguir originar dívidas de boa qualidade para dentro das carteiras. Temos, de maneira geral, os fundos mais cautelosos. Especialmente com a sinalização recente do Banco Central de manter os juros altos por tempo indeterminado.

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Tivemos muito FIDCs utilizados, segundo a Operação Carbono Oculto, para encobrir dinheiro fruto de organizações criminosas. Esse tipo de ação abalou a confiança dos investidores no produto?

O caso teve uma grande repercussão, mas, apesar de envolver FIDCs e casas conhecidas, afetou apenas uma pequena parte da Faria Lima e do mercado de capitais. Eram FIDCs com único cotista, sem ativos que faziam sentido, com objetivo somente de lavagem de dinheiro. Não houve prejuízos aos investidores no geral.

Entendemos que foi algo pontual e que de forma alguma contaminou a indústria ou causou alguma desconfiança aos FDICS. Esse produto vai muito além disso.

Para os novos investidores que estão chegando nos FIDCs, como evitar produtos ruins?

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Uma forma de o investidor se proteger é conhecendo o regulamento do fundo em que pretende investir e entendendo quais ativos fazem parte da política de aquisição. Em fundos que buscam ativos pulverizados, a carteira fica diversificada

É preciso ver se é um ativo estressado, como créditos inadimplidos, em que você tem uma taxa de retorno potencial muito elevada. Apesar de rentabilidade passada não ser garantia de futuro, o histórico da gestora pode ser importante. Se um gestora tem um histórico de rentabilidades positivas, com crescimento consistente, sem problemas financeiros, isso, com certeza, traz maior confiança. Além de ter auditorias independentes e agências de rating.

 

 

 

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