A MBRF (MBRF3) registrou lucro líquido de R$ 91 milhões no quarto trimestre de 2025 (4T25), diminuição de 91,9% em relação ao mesmo período de 2024.
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A MBRF (MBRF3) registrou lucro líquido de R$ 91 milhões no quarto trimestre de 2025 (4T25), diminuição de 91,9% em relação ao mesmo período de 2024.
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A queda reflete, principalmente, o aumento das despesas financeiras e impactos ligados à fusão e reestruturação da companhia.
O resultado financeiro foi um dos principais vetores de pressão no trimestre. A companhia reportou despesa líquida de R$ 2,121 bilhões, influenciada pelo maior custo da dívida em um ambiente de juros elevados e aumento do endividamento médio.
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Apesar da forte retração do lucro, a receita líquida consolidada manteve crescimento, somando R$ 43,915 bilhões no trimestre, alta de 4,8% na comparação anual.
Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado totalizou R$ 3,410 bilhões no período.
O valor representa recuo de 9,1% ante o quarto trimestre de 2024, com compressão de margem para 7,8%, impactada sobretudo pela operação de bovinos na América do Norte, que segue pressionada pelo ciclo pecuário e pela restrição na oferta de gado.
No consolidado do ano, a MBRF apurou lucro líquido de R$ 358 milhões, queda de 77,9% frente a 2024, enquanto o Ebitda ajustado somou R$ 13,151 bilhões, recuo de 3,2%.
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A receita líquida atingiu R$ 163,963 bilhões, avanço de 11,9%, sustentado por maiores volumes e preços em diferentes operações.
A companhia destacou que o desempenho anual ocorreu “mesmo em um ano marcado pelas restrições temporárias ao comércio internacional de frango em função da gripe aviária”, evidenciando resiliência operacional e avanço da estratégia multiproteína.
Ativa considerou, de forma geral, “fraco“, parcialmente em linha com o estimado.
A corretora tem preço-alvo de R$ 22 para o papel, visando potencial alta de 29,1%, em relação ao fechamento da última quarta-feira (18).
Segundo a Ativa, a receita líquida consolidada ficou “marginalmente acima” do esperado, enquanto a margem bruta ficou em linha com o previsto e a margem Ebitda abaixo do esperado.
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A empresa sentiu impacto de custos de compra de gado na América do Norte, além do aumento nos custos de aquisição de gado no Uruguai e Argentina.
Já na MBRF, a margem foi impactada por efeitos cambiais e de mix, mesmo com o custo apresentando queda no período. O lucro líquido, por sua vez, ficou abaixo do esperado devido ao aumento nas despesas financeiras.
“Seguimos com recomendação neutra em MBRF enxergando um cenário ainda pressionado nas operações da América do Norte com relação aos custos, como este resultado nos reafirmou. Além disso, América do Sul também sofre com questões de custos que continuam pressionando a rentabilidade”, disse o analista Lucas Dias em relatório.
Para ele, apesar dos custos na MBRF não impactarem negativamente o último trimestre, outros efeitos como mix, câmbio e inflação pressionaram a margem. Por isso, prefere manter uma postura conservadora com a companhia.
Com informações de Leandro Silveira e Danielle Fonseca para BroadCast
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