• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Mercado

Caos na bolsa do Japão deixa mercado no escuro e coloca país no mapa de riscos para a economia global

Queda histórica da bolsa de Tóquio seguida pela surpreendente recuperação confundiu investidores. O que realmente ocorreu?

Por Jenne Andrade

08/08/2024 | 3:00 Atualização: 10/08/2024 | 9:00

Risco de carry trades entre Japão e EUA estava fora do radar do mercado financeiro. (Foto: Envato Elements)
Risco de carry trades entre Japão e EUA estava fora do radar do mercado financeiro. (Foto: Envato Elements)

Uma crise que chegou sorrateira, se dissipou estranhamente e agora deixa uma “pulga atrás da orelha” dos investidores. Ainda era domingo (4) no ocidente quando, sem qualquer “aviso”, a bolsa do Japão entrou em um declínio histórico. A desvalorização de 12,4% foi a maior desde 1987 e assustou os agentes financeiros, já abalados por dados de empregos nos Estados Unidos que vieram abaixo do esperado. O payroll, relatório de empregos americanos divulgado dois dias antes do “crash” japonês, alimentou as apostas em uma recessão na maior economia do mundo.

Leia mais:
  • Dólar a R$ 7? Entenda por que isso não deve acontecer
  • Mercado financeiro da Venezuela revelam grande “farsa” no país de Maduro
  • Mercado volátil exige postura estratégica do investidor
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Em um primeiro momento, as preocupações relacionadas a uma possível desaceleração econômica forte nos EUA foram apontadas como uma das causas da derrocada no Japão. Depois, o principal gatilho ficou mais claro: a subida de juros no país asiático, anunciada na última quarta-feira (31), estava provocando uma forte reversão de “carry trades”.

  • Saiba mais: Caos na bolsa do Japão provoca risco para o Ibovespa e investimento estrangeiro

Carry trades são operações feitas por investidores institucionais, como fundos multimercados, cujos ganhos vêm do diferencial de juros entre diferentes mercados. Esses investidores pegavam dinheiro emprestado a juro “zero” no Japão e aplicavam o capital em outras economias com taxas mais altas. Isto após, claro, converterem o iene para a moeda do país de destino. A diferença entre a taxa japonesa, quase zerada, e o rendimento obtido em outro país, era o lucro.

No final, esses agentes “faziam dinheiro” sem efetivamente desembolsarem nada. O principal risco da operação era o câmbio – se o iene se valorizasse, os players poderiam ter perdas quando fossem devolver o dinheiro ao Japão.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Contudo, depois que o banco central do Japão (BoJ) subiu o juro do intervalo entre 0% e 0,1% para 0,25% ao ano, esse tipo de transação deixou de fazer sentido para alguns investidores. Principalmente quando a expectativa era de queda mais brusca de juros nos EUA, um dos principais países-destino desses empréstimos, em função do temor de uma eventual recessão na maior economia do mundo.

Logo, o movimento de “reversão” de carry trades começou. Os investidores passaram a se desfazer das posições em outros países, principalmente em dólar, nos EUA, para devolver o mais rápido possível ao Japão, em iene – veja em detalhes o que aconteceu nesta reportagem. Essa liquidação derrubou as bolsas, já contaminadas pela aversão a risco em relação à desaceleração norte-americana, e fez o iene subir 2,1% em relação ao dólar somente na segunda-feira. Em três semanas, valorização da moeda japonesa atingiu 12%, já repercutindo a expectativa de juros mais altos no Japão.


O salto do iene prejudicou ainda mais os carry trades, já que diminuía ou até mesmo zerava os ganhos da operação. A bolsa de Tóquio também sofreu com o fortalecimento da moeda nacional, puxada pelas exportadoras do índice Nikkei, empresas com receita em dólar. Foi uma bola de neve que se formou longe do radar dos mercados, mas que atingiu em cheio os ativos globais. “Ninguém estava preocupado com o carry trade”, afirma Flávio Conde, analista da Levante Ideias de Investimento.

No dia seguinte, na terça (6), o cenário mudou bruscamente. O índice Nikkei subiu mais de 10% e as bolsas estrangeiras se recuperaram, como se o “caos” da véspera tivesse simplesmente se dissipado no ar – confira mais aqui.

  • Leia também: A próxima crise pode vir do Japão e acabar com a liquidez global

Leonardo Trevisan, professor de Relações Internacional e especialista em economia global, aponta que as sinalizações posteriores de que o risco de recessão nos EUA era na verdade menor do que se inicialmente dimensionava ajudou a acalmar os ânimos. Do lado do Japão, o BoJ também apontou que só subiria o juro novamente quando os mercados se “acalmassem”. “Na prática, o que fez a bolsa do Japão cair em um dia e subir no outro foi a garantia de que as famosas operações de carry trade iam continuar”, afirma Trevisan. “O Japão é o maior território em que essa operação ocorre porque até o começo do ano os juros eram negativos.”

Publicidade

Contudo, as incertezas ficaram. Conde, da Levante, acredita que os investidores só terão a dimensão real dos impactos da reversão do carry trade nos próximos dias. “Alguns fundos multimercados, por exemplo, podem ter quebrado”, diz o analista.

Victor Miziara, sócio da Performa Ideias, aponta que não é possível dimensionar o volume de dinheiro “artificial” que existe nesse mercado, advindo dos empréstimos feitos no Japão e aplicados em outros países. “Agora a conta está chegando e é essa grande preocupação do mercado. Qual o tamanho dessa liquidez falsa? Até quanto de dinheiro a gente pode ver sumindo do mundo?”, afirma Miziara. “Tem uma discussão no mercado se o movimento inicial de queda foi muito além, se foi exagerado, mas são coisas que só vamos conseguir nos próximos dias com a zeragem ou não desses carry trades.”

Japão entra no radar de risco dos mercados

Passada a maior queda desde 1987, na segunda-feira (5), seguida da maior alta desde 2008, no dia seguinte (6), a bolsa japonesa parece ter voltado a uma certa “normalidade”. A percepção é de que houve exageros – tanto na derrocada, quanto na recuperação. Para Paul Donovan, economista-chefe da UBS Global Wealth Management, é como se o mercado japonês estivesse operando descolado da realidade. “O mercado de ações japonês está se comportando com todo o decoro e racionalidade de alguém dançando Hokey Cokey (dança infantil) em um casamento de família às duas da manhã”, brinca Donovan.

  • Leia também: O investimento de Stuhlberger para ganhar juros reais ‘insanos’

William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, também vê um comportamento errático. “Os mercados financeiros em geral, principalmente no curto prazo, funcionam como uma pessoa com bipolaridade, saem dos fundamentos, são movimentos exagerados”, diz. “Mas fica difícil estimar quanto o carry trade representa de dinheiro no mundo.”

De qualquer forma, o Japão entra no radar de riscos do mercado. O país viveu por pelo menos 17 anos com uma taxa de juros praticamente zerada ou negativa (quando em vez de receber rendimentos, os poupadores têm que pagar juros para manter o capital) e agora os agentes financeiros precisarão se adaptar a uma realidade de dinheiro “mais caro”.

Por que os juros do Japão são tão baixos

O motivo de o país ter mantido por tanto tempo um juro nulo ou negativo decorre do fato de que os japoneses, historicamente, possuem problemas de “deflação”. Isto significa que o mercado consumidor é tradicionalmente pouco aquecido, com baixa demanda, a ponto de ter “inflação negativa”. A população culturalmente gasta pouco e até os mais idosos têm tendência a poupar. “O Japão é uma economia ‘estranha’, um caso peculiar no mundo. Não dá para a tentar entender o país com as mesmas regras que você entende as outras economias”, afirma Trevisan.

Logo, os juros nulos funcionavam como uma tentativa de estimular a economia japonesa, que também sofre com o envelhecimento da população. “O país tem crescimento vegetativo negativo há décadas, ou seja, morre mais gente do que nasce. O governo já fez diferentes tentativas de convencer os casais a terem filhos, todas inúteis”, diz Trevisan. “E apesar de ter crescimento vegetativo negativo, a política de proteção à imigração segue brutal.”

  • Confira: Esqueça o IPCA+ 6%. Descubra 13 fundos que pagam IPCA+ 12%

Pedro Brites, professor da Escola de Relações Internacionais da FGV, corrobora essa análise. Ele aponta o Japão como uma economia com “poucos recursos” para propiciar um salto econômico – o que torna a situação atual ainda mais peculiar. Em 2024, apesar da retração econômica de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) durante o primeiro trimestre, os preços “finalmente” começaram a subir. Até maio, a inflação acumulava variação positiva de 2,8% no ano.

Publicidade

Essa inflação adicional, desejada há décadas, veio do crescimento das exportações japonesas atreladas à China e também da valorização do dólar no início do ano. Fatores cuja perenidade ainda não está totalmente dimensionada. A dúvida, agora, é o que será do Japão daqui para a frente. “É uma economia que não tem um dinamismo próprio”, diz Brites.

Uma nova era para a economia japonesa?

O docente explica que o país vem enfrentado, por exemplo, uma crise no setor automotivo. Algumas empresas tradicionais, como a Toyota, foram acusadas de cometerem erros em testes de veículos e tiveram as produções paralisadas temporariamente. “Tudo isso gera uma certa desconfiança mais profunda sobre a economia japonesa, que acabou culminando na queda da última segunda-feira. A derrocada pode ser um sintoma de um processo mais amplo no Japão”, diz.

Essa também é a visão de Trevisan, da ESPM. “Não se tem certeza se teremos um 'pouso forçado' (forte desaceleração econômica) nos Estados Unidos. Se tivermos, as operações de carry trade no Japão param. Se param essas operações, haverá forte impacto no iene e no dólar. Vai ser uma situação nova.”

  • Leia também: Medo de recessão nos EUA e mudanças no Japão tiram capital dos mercados emergentes

Já para Marcos Weigt, head de Tesouraria do Travelex Bank, as chances de o Japão acelerar na alta de juros beira à mínima. “O Japão está desde 1984 com a inflação rodando ao redor de zero e em muitos momentos negativa. Então, acho muito difícil eles quererem cortar esse processo abruptamente, agora que a inflação voltou. Ainda mais com a perspectiva dos Estados Unidos desacelerarem um pouco mais do que o esperado, com corte de juros em setembro”, diz, sobre o gatilho que levou a bolsa do Japão ao caos nesta semana.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Conteúdo E-Investidor
  • Crise
  • investimento estrangeiro
  • japão
  • Mercado financeiro
Cotações
31/01/2026 8h21 (delay 15min)
Câmbio
31/01/2026 8h21 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Cartões de alta renda se multiplicam; compare anuidade, benefícios e pontos

  • 2

    Do Black aos mais exclusivos: como funcionam os cartões para alta e altíssima renda

  • 3

    Casos Master e Will Bank motivam mudanças no FGC; veja os impactos

  • 4

    Selic a 15%: como investir em juros altos sem travar a carteira no curto prazo

  • 5

    Toffoli devolve denúncia contra Nelson Tanure à Justiça de SP; empresário vira réu

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Descontos indevidos no INSS: passo a passo para contestar via aplicativo Meu INSS
Logo E-Investidor
Descontos indevidos no INSS: passo a passo para contestar via aplicativo Meu INSS
Imagem principal sobre o Aposentadoria: como fica a regra dos pontos para professores em 2026?
Logo E-Investidor
Aposentadoria: como fica a regra dos pontos para professores em 2026?
Imagem principal sobre o Aposentadoria: veja a regra dos pontos para professoras que são servidoras públicas federais
Logo E-Investidor
Aposentadoria: veja a regra dos pontos para professoras que são servidoras públicas federais
Imagem principal sobre o Bolsa Família: qual final do NIS recebe hoje (30)?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: qual final do NIS recebe hoje (30)?
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia Licenciaturas 2026: entenda como funciona o pagamento da bolsa
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia Licenciaturas 2026: entenda como funciona o pagamento da bolsa
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia Licenciaturas 2026: 3 requisitos para cumprir ao fazer a inscrição
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia Licenciaturas 2026: 3 requisitos para cumprir ao fazer a inscrição
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia Licenciaturas 2026: quem pode participar do programa?
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia Licenciaturas 2026: quem pode participar do programa?
Imagem principal sobre o Aposentadoria: como fica a regra dos pontos para servidoras públicas em 2026?
Logo E-Investidor
Aposentadoria: como fica a regra dos pontos para servidoras públicas em 2026?
Últimas: Mercado
Ibovespa sobe 1,4% na semana com dólar em queda e rali de cíclicas; veja altas e baixas
Mercado
Ibovespa sobe 1,4% na semana com dólar em queda e rali de cíclicas; veja altas e baixas

Dólar mais fraco impulsionou cíclicas, enquanto exportadoras lideraram as quedas na semana

30/01/2026 | 19h54 | Por Jenne Andrade
Ibovespa hoje: Vivara (VIVA3) salta e siderúrgicas tombam; índice tem melhor janeiro desde 2006
Mercado
Ibovespa hoje: Vivara (VIVA3) salta e siderúrgicas tombam; índice tem melhor janeiro desde 2006

A principal referência da B3 também acumulou o melhor resultado mensal desde novembro de 2020

30/01/2026 | 19h31 | Por Beatriz Rocha
Mercados globais operam cautelosos com indicação de novo nome para banco central dos EUA
CONTEÚDO PATROCINADO

Mercados globais operam cautelosos com indicação de novo nome para banco central dos EUA

Patrocinado por
Ágora Investimentos
Ibovespa hoje fecha em queda com decisão de Trump sobre Fed
Mercado
Ibovespa hoje fecha em queda com decisão de Trump sobre Fed

Cautela no exterior contagiou os ativos locais. Veja como o Ibovespa reagiu nesta sexta-feira (30)

30/01/2026 | 04h30 | Por Igor Markevich, Camilly Rosaboni e Beatriz Rocha

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador