Por outro lado, as vendas no varejo sofreram uma queda anual de 1,8% em junho, indicando que a China ainda tem indícios de fraqueza. Já a produção industrial cresceu 4,8% em junho na variação anual, como se esperava. As bolsas europeias e os índices das bolsas de NY operavam em baixa no início da tarde, após os dados mistos da economia chinesa.
Os investidores monitoram ainda a disseminação do covid-19 pelo mundo, particularmente nos EUA. O discurso da presidente do BCE (Banco Central europeu) Christine Lagarde, também trouxe volatilidade aos ativos. Nos EUA, os investidores seguem atentos a disseminação da covid-19, aos balanços corporativos e ainda veem com cautela o dado de auxílio desemprego no País.
No entanto, o dado de varejo e a confiança das construtoras vieram acima das expectativas, o que contribuiu para reduzir a pressão do dólar ante o real e a divisa virou, alimentada por fluxo estrangeiro.
No mercado de commodities, os contratos futuros de petróleo também operam em baixa, após atingirem os maiores níveis em 4 meses na sessão anterior. Como se esperava, a OPEP e países aliados confirmaram ontem que vão começar a relaxar o acordo para corte na produção coletiva do grupo a partir de agosto em meio a sinais de recuperação da demanda pela commodity.
O dado de varejo chinês foi o estopim para o movimento de realização da bolsa brasileira, não sustentando o patamar alcançado nos últimos pregões de 101 mil pontos.
No início da tarde, o índice recuava 1,1%, aos 100.620 pontos, tendo entre os destaques de alta as ações da Tim Participações , CVC e Telefonica. Já no campo negativo, destaque para Embraer, Eletrobrás e Lojas Renner.
Entre notícias positivas e negativas, os juros futuros começam o período vespertino estáveis. Os agentes de mercado seguem divididos para a próxima decisão do Copom em agosto entre manutenção no patamar atual de 2,25% e mais um corte de 0,25 p.p. No congresso, o mercado deve seguir atento sobre as discussões da reforma tributária.
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