Em Nova York, os contratos futuros operam em queda, sinalizando um início de sessão mais fraco. Na Europa, os principais índices exibem desempenho misto, enquanto, na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em alta, apoiadas por um alívio temporário após a Suprema Corte dos Estados Unidos ter barrado tarifas anteriores, decisão que havia reduzido momentaneamente a percepção de risco comercial.
No mercado de câmbio, o dólar perde força frente às principais moedas globais. Já os rendimentos dos Treasuries, sobretudo os de prazos mais longos, recuam levemente, refletindo a busca por segurança. Entre as commodities, o petróleo opera em baixa, enquanto o ouro avança e supera os US$ 5.100, movimento típico de proteção em momentos de maior incerteza e de enfraquecimento da moeda americana.
O ambiente externo mais cauteloso tende a limitar movimentos mais firmes no mercado brasileiro, ainda que as ADRs (American Depositary Receipts) de companhias brasileiras tenham sinalizado viés positivo no pré-mercado. O Brasil aparece entre os países relativamente favorecidos pela nova rodada de tarifas, o que contribui para sustentar algum apetite por risco entre investidores estrangeiros.
No cenário doméstico, a atenção se volta para indicadores econômicos relevantes ao longo da semana. Entre eles, estão os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que mede a geração formal de empregos no País, e o resultado do Governo Central, indicador fiscal que reúne as contas do Tesouro Nacional, da Previdência Social e do Banco Central. Também permanecem no radar as negociações internacionais conduzidas pelo governo brasileiro e os desdobramentos de agendas com parceiros asiáticos.