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Mercado

O que é o halving do bitcoin e como ele vai afetar a moeda?

O evento é esperado para acontecer no dia 11 de maio e vai cortar em 50% a oferta diária da criptomoeda

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Bitcoin é uma das principais criptomoedas (Foto: Michael Wuensch/Pixabay)
  • Bitcoin foi estruturado para ser uma moeda deflacionária e realiza o halving para manter o número de 21 milhões de unidades feitas até o ano de 2140
  • Evento corta pela metade a oferta diária da moeda virtual e a partir da data o processo de mineração vai passar a emitir 6,25 bitcoins
  • Criptomoeda deve se valorizar e pode ser uma boa alternativa de diversificação para investidores

Quando o bitcoin foi criado, em 2009, ele foi estruturado para ser uma moeda deflacionária. Para isso acontecer, existe um número limitado da criptomoeda e eles são produzidas gradualmente através do processo de mineração. Ao total, serão 21 milhões de unidades feitas até o ano de 2140. Com média de 10 minutos, em cada processo é produzido e validado um novo bloco.

Dessa forma, a cada 210 mil blocos de bitcoins gerados (uma média de quatro anos) acontece um evento técnico chamado halving. Nele, efetua-se uma redução de 50% da recompensa financeira da mineração da moeda virtual.

Ou seja, o processo de mineração que emite hoje 12,5 novos bitcoins para o minerador que validar o bloco, vai passar a fornecer apenas 6,25 depois do halving. No total, os 1800 bitcoins emitidos diariamente vão cair para apenas 900.

Como depende de chegar a meta de emissão de novos blocos, o halving não tem data fixa, mas segundo previsões de especialistas, ele está calculado para acontecer no dia dia 11 de maio deste ano.

Sendo realizado pela terceira vez, o primeiro deu-se em novembro de 2012 e o segundo em setembro de 2016.


“O efeito dele é que o bitcoin fica mais escasso e concorrido, assim mantém a característica deflacionária da moeda”, diz Safiri Felix, diretor-executivo da Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto).

Neste contexto, o que o investidor pode esperar do bitcoin depois do corte de 50% de sua oferta programado para este mês?

Vale lembrar que até aqui o bitcoin tem tido um comportamento contrário a outras moedas e não está sendo impactada pela pandemia da covid-19. Só em abril, ele se valorizou 43,85% e alcançou a marca de 67,27% no ano.

Na quarta feira (6), às 12h30, ele estava cotado a US$ 9.272,11.

Tendência é o preço subir mais ainda

Como o preço do bitcoin é definido pela oferta e demanda do ativo, Daniel Coquieri, COO da BitcoinTrade, explica que o choque na oferta fará ele se valorizar. “Temos um demanda global estável e subindo. Somando isso com a diminuição da oferta, o preço tende a subir.”

Felix concorda com esta visão. Para ele, o amadurecimento do mercado nos últimos anos trouxe um maior interesse tanto dos investidores como do varejo na criptomoeda.

Assim, o bitcoin tem se tornado cada vez menos volátil e deve se beneficiar com a redução da oferta. “A soma desses fatores têm sustentado o preço e impulsionado as altas”, diz o executivo da ABCripto.

Primeiros halvings foram positivos

Além da crescente demanda no momento pelo bitcoin, os especialistas citam os bons resultados dos eventos anteriores para justificar a valorização da criptomoeda.

Pouco mais de um ano após o primeiro halving, o preço de negociação do bitcoin saltou de US$ 12 para mais de US$ 1 mil. Já no segundo ajuste, também após pouco mais de um ano, a cotação dele foi de US$ 700 a US$ 20 mil, que é o pico do valor do bitcoin até hoje.

Assim, eles pontuam que “é óbvio” que o resultado deles não garantem uma valorização acentuada neste também.

Porém, é inegável que eles são bons indicadores da capacidade que o halving tem de gerar valor para o bitcoin. “Neste contexto, a não ser que acontece alguma coisa muito grave ele deve se valorizar igual nos anos anteriores”, diz Coquieri.

Com isso, os especialistas acreditam que o bitcoin é uma boa aplicação para diversificar seus investimentos, pois a atratividade está muito grande.

Apesar disso, Coquieri ressalta a importância de se planejar a longo prazo e não buscar lucro rápido. “Não vai ser da noite para o dia a valorização”, diz o COO da BitcoinTrade.

Já Felix aponta para a importância da parcimônia do investidor na hora de comprar o bitcoin. “Temos recomendado para o investidor conservador em torno de 1% da carteira, chegando no máximo 5%.”

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