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Mercado

Petrobras: negociações retomam e ações seguem em alta. Vale comprar?

Pela manhã, a B3 suspendeu a negociação das ações após a saída de José Mauro Coelho do cargo de CEO da estatal

Petrobras: negociações retomam e ações seguem em alta. Vale comprar?
Durante a tarde desta segunda, as ações da Petrobras seguiram em alta (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
  • O anúncio da renúncia de José Mauro Coelho do cargo de CEO da Petrobras aconteceu na manhã desta segunda-feira (20) em fato relevante
  • Devido à saída de Coelho, as ações da companhia caíram 3% pela manhã e as negociações foram suspensas, mas retomaram por volta das 11h30
  • Mesmo com as críticas do governo contra a política de preço da companhia, os analistas enxergam que o desconto do preço das ações pode sinalizar uma boa oportunidade de investimento

Após um início de dia turbulento, as ações da Petrobras voltaram a ser negociadas e registram altas na tarde desta segunda-feira (20), às 15h40. Pela manhã, com o anúncio de renúncia de José Mauro Coelho do cargo de CEO da companhia, a B3 suspendeu as negociações dos papéis que apresentaram quedas de 3% logo na abertura de mercado. Apesar da crise envolvendo a companhia, os analistas ainda enxergam as ações como um bom investimento devido à perspectiva de geração de caixa para os próximos meses.

A retomada das negociações aconteceu no fim da manhã por volta das 11h30. Com o retorno, os papéis seguiram com uma desvalorização de 1,5%. No entanto, o cenário mudou no início da tarde. Por volta das 14h, as ações estavam sendo negociadas com ganhos de 1,24% (PETR3) e de 1,57% (PETR4). Já às 15h40, os ganhos eram de 0,67% (PETR3) e de 1,17% (PETR4).

Para os analistas, a renúncia de Coelho era esperada, principalmente, devido às recentes declarações do presidente Jair Bolsonaro e do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), sobre o aumento do preço dos combustíveis. Mesmo com os ataques do Planalto e do Congresso contra a companhia, Leandro Salida, head de renda variável da AF Invest, avalia que os níveis de governança da estatal seguem elevados. “A gente acha que a governança da companhia é muito forte. Percebemos isso porque a política de preço segue a mesma. A empresa não alterou mesmo com toda a pressão política”, ressalta Saliba.

Além disso, o mercado tem boas perspectivas para a Petrobras. Com a alta do preço do petróleo no mercado internacional, Jansen Costa, sócio-fundador da Fatorial Investimentos, avalia que a companhia deve ter forte geração de caixa nos próximos meses, o que pode trazer um bom retorno financeiro ao investidor. “Devemos ter bons dividendos a serem pagos novamente nos próximos meses dado a diferença do custo de produção versus o custo de venda do produto”, ressalta Costa.

O analista de research da Ativa Investimentos Ilan Arbetman destaca que o papel da companhia segue descontado em relação aos seus pares e pode sofrer novas variações ao longo do ano. “Por conta do viés político espera-se maior volatilidade no papel, mas pra quem compra vemos oportunidade na Petrobras. Sobretudo com esse nível de dividendos que deve distribuir esse ano”, ressalta Arbetman.

Por esse motivo, a Ativa Investimentos mantém recomendação de compra para os papéis da Petrobras com preço-alvo de R$ 41. A mesma recomendação é dada pela XP. De acordo com Andre Vidal, head do setor de Óleo, Gás e Materiais Básicos, além das ações estarem descontadas em relação aos pares, a possibilidade da companhia subsidiar o preço do combustível no País é baixa.

“É possível, mas não seria rápido (e faltam poucos meses para as eleições). Sentimos que tal movimento poderia desencadear uma forte reação do mercado (sobre câmbio e taxas de juros) que poderia ao final ser ruim para a popularidade do governo, o que explica por que esse movimento ainda não foi colocado em ação”, destaca Vidal, em relatório.

Com a colaboração de Luiza Lanza

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