Segundo o banco, caso haja virada de política pública, a valorização nos ADRs chegaria a 57%, enquanto o eventual queda se limitaria a 21%. Para os papéis negociados na B3, a diferença entre extremos é menor devido ao câmbio, mas ainda assim favorável aos compradores.
O BBI também enxerga dividendos robustos para a Petrobras. Se houver mudança de orientação governamental, o rendimento poderia ficar em 12% por pelo menos cinco anos, mesmo com o Brent a US$ 60 por barril, abaixo da estimativa de longo prazo da casa, de US$ 65. Na hipótese de manutenção das regras atuais, o dividendo cairia para 9% e só seria sustentável por três anos. Na soma, o retorno total fica muito mais atraente com o novo rumo.
Apesar desse conjunto de argumentos, a ação da Petrobras (PETR4) sobe apenas 3% em dólar no ano – desempenho 40 pontos porcentuais inferior ao Ibovespa. Para o BBI, a posição dos investidores em petróleo latino-americano parece muito leve, especialmente em Petrobras. Qualquer sinal antecipado de mudança de agenda em 2026, diz o banco, pode destravar fluxos relevantes para o papel.