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Mercado

Petróleo Agora: Commodity fecha em forte alta, com riscos no radar

Confira as notícias atualizadas sobre o segmento

Perfuração de petróleo no Texas
(Argus Mordant/ Reuters)
  • ANP trabalha com média de US$ 33,03 por barril em 2020
  • Arrecadação da União passaria dos R$ 27 bilhões inicialmente previstos para R$ 18,4 bilhões
  • Estoques de petróleo nos Estados Unidos subiram 13,2 milhões na semana

(Estadão Conteúdo) – Os contratos futuros de petróleo registraram ganhos consideráveis hoje, em uma semana de movimentos acentuados. Com risco geopolítico no radar, a commodity continua em recuperação após fortes quedas recentes.

Analistas, porém, comentam que não se deve esperar grande impulso do óleo no futuro próximo nos mercados. O petróleo WTI para junho fechou em alta de 19,74%, a US$ 16,50 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para o mesmo mês subiu 4,71%, a US$ 21,33 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

Após quedas históricas no início da semana, o petróleo subiu nas duas últimas sessões, incluindo a desta quinta-feira. Hoje, ajudou a apoiar os preços a notícia de que o líder da Guarda Revolucionária iraniana, Hossein Salami, havia autorizado um eventual ataque a navios americanos, em resposta a declarações do presidente Donald Trump, que havia ameaçado Teerã na quarta-feira.

Durante o pregão, o contrato do WTI chegou a avançar quase 30%, com as tensões bilaterais EUA-Irã. Além disso, o Julius Baer afirmou em relatório que, diante do relaxamento esperado nas medidas de quarentena e distanciamento físico, a demanda deve se recuperar, o que torna improvável que o contrato WTI de junho fique negativo quando estiver perto de vencer, como ocorreu no início da semana com o de maio.

Em entrevista ao Broadcast, o analista-chefe de petróleo da OPIS by IHS Markit, Denton Cinquegrana, comentou que a tensão geopolítica de fato apoiou os contratos nos últimos dois dias, mas ressaltou que o elemento que neste momento “está orientando os preços” é a demanda, “ou a falta dela”, diante da pandemia de coronavírus.

Banco Mundial: demanda por petróleo deve cair 9,3 milhões bpd em 2020

23 de abril, 16h42

(Estadão Conteúdo) – O Banco Mundial reconheceu que a pandemia de coronavírus afetou tanto demanda quanto a oferta de commodities, mas ponderou que a verdadeira escala e duração dos impactos vão depender da evolução do vírus e das respostas de governos à crise.

“A pandemia tem o potencial de causar mudanças permanentes na demanda e na oferta de commodities, e sobretudo nas cadeias produtivas que levam esses produtos de produtores a consumidores”, destaca a instituição, em relatório sobre a conjuntura no mercado de commodities, divulgado hoje.

No setor de energia, o Banco projeta que a demanda por petróleo cairá 9,3 milhões de barris por dia (bpd) este ano, a cerca 91,7 milhões de bpd. Com isso, o preço médio do barril ficará em US$ 35, uma queda de 43% em relação a 2019, embora o relatório não tenha especificado qual dos tipos de óleo é usado como referência.

Segundo a análise, os esforços recentes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), com ajuda de aliados, para cortar produção aliviarão algumas das pressões. “No entanto, no longo prazo, o novo arranjo, à medida que apoia os preços, ficará sujeito às mesmas forças – emergência de novos produtores, além de substituição e ganhos de eficiência – que levaram ao colapso de acordos anteriores”, destaca.

Em relação às commodities agrícolas, a instituição enxerga a maioria dos mercados alimentícios bem abastecida, apesar de preocupações sobre segurança alimentar terem surgido em meio ao anúncio de restrições à exportação de alimentos.

“O Banco Mundial se junta a outras organizações no pedido por ações coletivas para manter comércio de alimentos fluindo entre países”, ressalta.

Diante do cenário, o relatório pontua que os países emergentes e dependentes das commodities estão entre os mais vulneráveis na crise da covid-19, com redução na demanda por exportações e disfunções nas cadeias produtivas.

Kuwait diz já ter cortado produção após acordo OPEP+

23 de abril, 7h

(EFE) – O governo do Kuwait anunciou na quinta-feira (23) que já começou a reduzir seu fornecimento de petróleo ao mercado, em conformidade com o acordo alcançado em 9 de abril pela OPEP e outros países petrolíferos (OPEP+) para reduzir a produção mundial em 23% , cerca de 9,7 milhões de barris por dia (mbd). “Apesar de o acordo entrar em vigor em 1º de maio e não restarem mais do que alguns dias para o início de sua aplicação, o Estado do Kuwait começou, por um senso de responsabilidade, a responder à situação dos mercados baixando parte de seus suprimentos para os mercados mundiais “, disse Jaled al Fadil, ministro da KUNA à agência oficial de petróleo

O ministro, que não forneceu números da redução que o país está aplicando, insistiu que a medida fosse aplicada “mesmo antes do início da implementação do pacto”. A declaração de al Fadid ocorreu logo após o preço do petróleo aprofundar sua queda nas últimas semanas e a entrega do petróleo intermediário do Texas (WTI) em maio foi negociada até um valor negativo (US$ -37,63 por barril) na última segunda-feira.

Jaled al Fadil acrescentou que a aplicação imediata da medida é uma decisão “soberana”, uma vez que o Kuwait entende a situação “difícil” dos mercados. O país árabe tem sido um dos  que mais aderiu à sua participação na redução da produção nos últimos anos, segundo a mesma fonte. Além disso, o ministro destacou a necessidade de todos os países aplicarem a redução nos próximos meses, bem como a importância de manter “espírito de equipe e trabalho coletivo” para enfrentar os desafios futuros causados ​​pelo coronavírus.

De acordo com as novas cotas acordadas pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e outros países produtores, conhecido como OPEP+, o Kuwait será responsável ​​por reduzir 641.000 barris por dia, o que deixa sua produção total em 2,16 mbd.

Após tombo, Petróleo fecha o dia em alta

22 de abril

(Estadão Conteúdo) – Os estoques de petróleo nos Estados Unidos avançaram 15,022 milhões de barris na semana encerrada no dia 17, indo a 518,640 milhões de barris, informou hoje o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês). Analistas ouvidos pelo Wall Street Journal previam alta menor, de 13,8 milhões de barris.

Os estoques de gasolina aumentaram 1,017 milhão de barris, a 263,234 milhões de barris, ante previsão de avanço de 4,4 milhões de barris. Já os estoques de destilados tiveram crescimento de 7,876 milhões de barris, a 136,880 milhões de barris, quando a expectativa dos analistas era de aumento de 3,9 milhões de barris.

A taxa de utilização das refinarias recuou de 69,1% a 67,6% na última semana, ante previsão de 67,1%. Já os estoques de petróleo em Cushing aumentaram 4,776 milhões de barris, a 59,741 milhões de barris.

Já a produção média diária nos EUA recuou de 12,3 milhões de barris na semana anterior para 12,2 milhões de barris na semana mais recente.

Petróleo fecha em alta e WTI sobe 19%

22 de abril, 16h55

(Estadão Conteúdo) – Após uma sessão volátil, o petróleo fechou com ganhos nesta quarta-feira, em um movimento de recuperação após quedas históricas nos últimos dois dias. Um possível aprofundamento do corte na oferta da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) e uma ameaça do presidente americano, Donald Trump, ao Irã foram fatores decisivos para a commodity se firmar em alta.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para junho subiu 19,10%, a US$ 13,78. Na Internacional Exchange (ICE), o petróleo Brent para o mesmo mês encerrou a sessão com ganho de 5,38%, a US$ 20,37 o barril. A commodity energética encontrou espaço para recuperação hoje, após o ministro da Energia da Rússia, Alexander Novak, dizer que o corte na produção da Opep+ deve ser de 15 milhões a 20 milhões de barris por dia a partir de maio. Na semana passada, o cartel chegou a um acordo para redução de 9,7 milhões de barris por dia na oferta.

“O petróleo permanece no centro do palco com volatilidade ainda extrema”, avaliam analistas do banco Brown Brothers Harriman (BBH). Para o Commerzbank, a volatilidade no mercado de energia tende a continuar. Segundo o banco alemão, a ICE avalia a possibilidade de preços negativos para os contratos do Brent, após o WTI para maio ter sido negociado abaixo de US$ 0 pela primeira vez na História.

O banco holandês ING, no entanto, vê o movimento como improvável, já que o Brent não sofre as mesmas restrições de armazenamento que o WTI.

Bolsas da Europa fecham em alta com salto do petróleo

22 de abril, 16h

(Estadão Conteúdo) – Os mercados acionários europeus encerraram o pregão desta quarta-feira em alta, embalados por avanços em estudos para prevenção e tratamento da Covid-19 e pelo salto do petróleo, que ajudou ações de petroleiras. O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 1,80%, a 330,14 pontos.

Os ganhos de todas as bolsas foram ampliados, ainda, pelo salto do
petróleo, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevar o tom contra o Irã e ameaçar destruir embarcações do país. A notícia põe tensão no mercado da commodity energética, altamente dependente do Estreito de Ormuz, rota do Oriente Médio, que pode ser obstruído pelo país persa, e deu força às petroleiras.

Preço de referência para cálculo de royalties cai 45%

22 de abril, 9h52

(Estadão Conteúdo) – A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) fez mais uma redução nos parâmetros para o cálculo dos royalties do petróleo este ano pela União, Estados e municípios, após o drástico tombo no valor da commodity nos últimos dias.

Ainda considerada uma projeção conservadora, devido às incertezas sobre a duração da pandemia de covid-19, que fez despencar a demanda por petróleo e seus derivados, a agência agora trabalha com média de US$ 33,03 por barril em 2020, contra a média de US$ 60 o barril antes do agravamento da crise, uma queda de 45%. O dólar no cálculo da agência passou de R$ 4,04 para média de R$ 4,71 em menos de dois meses, um aumento de 16,5%.

Com isso, a arrecadação da União passaria dos R$ 27 bilhões inicialmente previstos para R$ 18,4 bilhões. O estado do Rio, o maior produtor do País, deverá ter queda de arrecadação do imposto para R$ 3,8 bilhões. Se levado em conta o valor atual da commodity, em torno dos US$ 20 o barril, a União arrecadaria R$ 11,1 bilhões e o Rio, R$ 2,3 bilhões.

O excesso de oferta saturou a capacidade de estoque em vários mercados e fez o preço do petróleo despencar nos últimos dias, principalmente por conta da liquidação dos contratos da commodity para maio.

Hoje, os preços ensaiam uma ligeira recuperação. O tipo Brent estava cotado a US$ 19,42 o barril por volta das 9h.

Estoques sobem 13,2 milhões na semana

21 de abril, 17h58

(Estadão Conteúdo) – Os estoques de petróleo nos Estados Unidos subiram 13,2 milhões na semana, informou o Instituto Americano de Petróleo (API, na sigla em inglês). Em Cushing (Oklahoma), ponto de entrega física dos contratos negociados na New York Mercantile Exchange (Nymex), o avanço foi de 4,9 milhões. Segundo o API, os estoques de combustíveis destilados tiveram salto de 7,6 milhões e os de gasolina, 3,4 milhões.

Os números são considerados uma prévia dos dados oficiais do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês), que saem nesta quarta-feira. Desde o fim de semana, os relatos de que a capacidade de estocagem nos Estados Unidos, em especial em Cushing, estavam próximos do limite causaram a queda livre das cotações de petróleo.

O contrato para maio, que venceu nesta terça-feira, chegou a ser negociado abaixo de US$ 0. Ele fechou em alta de 126,8%, a US$ 10,01 o barril. Entre os contratos mais líquidos, o barril do WTI para junho fechou em queda de 43,36%, a US$ 11,57, menor valor nominal desde 1999, após ter sido negociado, ao longo do dia, abaixo da marca dos US$ 8.

Na Internacional Exchange (ICE), o petróleo Brent para o mesmo mês encerrou a sessão em queda de 24,40%, a US$ 19,33, menor valor nominal desde 2002.

WTI tomba 43%, ao menor valor do século

21 de abril, 16h21

(Estadão Conteúdo) – Em mais uma sessão de derretimento dos preços, o petróleo fechou esta terça-feira, 21, em forte queda no mercado internacional. Causada pelo descompasso entre oferta e demanda em meio à pandemia de coronavírus e pela iminência de lotação dos estoques da commodity nos Estados Unidos, a crise no setor pressionou com força os contratos de petróleo no exterior.

Entre os contratos mais líquidos, na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para junho fechou em queda de 43,36%, a US$ 11,57, menor valor desde 1999, após ter sido negociado, ao longo do dia, abaixo da marca dos US$ 8. Na Internacional Exchange (ICE), o petróleo Brent para o mesmo mês encerrou a sessão em queda de 24,40%, a US$ 19,33 o barril, menor valor desde 2002. Já o contrato do petróleo WTI para maio, que venceu hoje e ontem foi cotado no terreno negativo, fechou o dia em alta de 126,8%, a US$ 10,01 o barril.

Além da iminente queda drástica na demanda, decorrente da retração na atividade global por conta da pandemia de coronavírus, o vencimento do contrato WTI para maio seguiu o movimento de ontem e pressionou com força os demais contratos. Isso porque traders da commodity quiseram evitar ao máximo receber a entrega física do óleo, extremamente cara no atual cenário de pouco espaço para armazenamento. Hoje, o Morgan Stanley estimou que os estoques em Cushing, principal centro de estocagem nos EUA, podem chegar ao limite de capacidade até junho.

Para reverter a situação, operadores esperam anúncio por um corte de produção no estado americano do Texas a qualquer momento. Entre outras notícias do setor, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse hoje em seu Twitter que tem a intenção de estabelecer um plano para disponibilizar fundos à indústria americana de petróleo e gás.

Ainda assim, de acordo com analistas, o mercado de petróleo tem capacidade de se estabilizar a longo prazo. “Os atuais preços do petróleo forçarão os produtores a continuarem reduzindo a produção. Mas, à medida em que a demanda se recuperar – pelo menos parcialmente -, quando os bloqueios para conter a Covid-19 forem reduzidos, o aumento de estoques deve cessa”, defende o Danske Bank.

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