O petróleo hoje perde fôlego após uma madrugada de forte valorização, mas ainda orbita patamares elevados, acima dos US$ 100 por barril, em um mercado que alterna entre realização de lucros e a incorporação de novos riscos geopolíticos.
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O petróleo hoje perde fôlego após uma madrugada de forte valorização, mas ainda orbita patamares elevados, acima dos US$ 100 por barril, em um mercado que alterna entre realização de lucros e a incorporação de novos riscos geopolíticos.
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Por volta das 9h30 (de Brasília) desta quinta-feira (30), o Brent para julho recuava cerca de 1,9%, a US$ 104,86, enquanto o WTI para junho caía 1,4%, a US$ 108,88, devolvendo parte dos ganhos registrados horas antes, quando o Brent chegou a superar os US$ 113 e atingiu máximas em mais de quatro anos.
A correção ocorre após quatro sessões consecutivas de alta, sustentadas pelo impasse entre Estados Unidos e Irã. A falta de avanço nas negociações e a sinalização de que Washington pode prolongar o bloqueio aos portos iranianos mantêm o mercado sensível a qualquer desdobramento político.
Apesar do recuo pontual, a leitura predominante segue sendo de restrição relevante de oferta, especialmente diante das incertezas sobre o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de um quinto do petróleo global.
A volatilidade recente reflete esse equilíbrio instável: de um lado, o prêmio de risco elevado; de outro, movimentos técnicos de ajuste após a escalada acelerada dos preços.
Briefing militar entra no radar
O noticiário ganhou um novo componente de tensão com a informação de que o presidente dos EUA, Donald Trump, deve receber ainda hoje um briefing do Comando Central (Centcom) sobre possíveis cenários de ação militar contra o Irã.
A sinalização reforça o viés de cautela entre investidores. Ainda que não haja confirmação de escalada iminente, o simples avanço desse tipo de discussão é suficiente para sustentar o prêmio geopolítico nos preços da commodity.
Petrobras acompanha petróleo e recua no exterior
Na esteira do movimento da commodity, os ativos ligados ao setor também ajustam. No pré-mercado de Nova York, os American Depositary Receipts (ADRs, que permitem negociar ações estrangerias em bolsa estadunidense) da Petrobras (PETR3; PETR4) operavam em queda, com o equivalente à ordinária recuando 1,08% e o da preferencial cedendo 0,52%.
Após dias de forte valorização impulsionada pelo petróleo, as ações passam por realização, ainda que o cenário siga favorável enquanto os preços da commodity permanecem em níveis elevados.
Mesmo com a correção desta manhã, o petróleo permanece em um regime de preços mais altos, com a trajetória ancorada na evolução do conflito no Oriente Médio.
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