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Mercado

Com tombo do PIB em 2020, o que esperar dos investimentos neste ano?

Especialistas observam que os investidores têm de se atentar à questão fiscal

Lupa sobre análises de investimentos
Imagem ilustrativa: Pixabay
  • Neste início de 2021, ainda há muitas incertezas em relação aos rumos da pandemia e do cenário político-econômico no País
  • Ainda que o PIB seja uma fotografia do passado, é possível observar que alguns setores que foram bem no último ano tendem a ser favorecidos no atual cenário de incertezas. É o caso da Agropecuária
  • Especialista reforça que, mesmo em cenários de crise, sempre haverá empresas que encontrarão oportunidades de crescimento

No ano marcado pela pandemia de covid-19, o Brasil também registrou o seu terceiro pior Produto Interno Bruto (PIB) da história: R$ 7,4 trilhões em valores correntes, o que indica uma queda de 4,1%. Apesar de negativo, o resultado atende – e até supera em alguns casos – as projeções do mercado para a soma de todos os bens e serviços produzidos no País no ano passado.

Os resultados do PIB de 2020 indicam que o copo está meio vazio, segundo a análise de especialistas ouvidos pelo E-Investidor sobre a retomada da economia em 2021. É que o ano começou e permanece com muitas incertezas em relação aos rumos da pandemia e do cenário político-econômico no País.

“A ótica do investidor é sempre olhar para frente. Dados de PIB, e até reuniões do Copom, falam muito mais sobre o presente e também são um retrato do passado”, diz João Beck, economista e sócio da BRA, escritório associado à XP. “Considerando 2021, que também é um prazo muito curto para o investidor de médio e longo prazo, vão ter algumas questões que podem deixar o PIB mais fraco”, avalia Beck.

Na opinião dos especialistas, o aumento dos casos e mortes por coronavírus, a capacidade de imunização da população e o fim ou redução do auxílio emergencial são pontos-chave para que o Brasil possa, pelo menos, dar confiança de que a economia retornará para os prumos no futuro.

No caso do recrudescimento da pandemia, o principal impacto que pode afetar as operações de empresas, e suas respectivas ações na bolsa, por exemplo, é percebido no aumento das restrições dos governos, para evitar o contágio da doença, como o fim de circulação de pessoas e a recomendação de distanciamento social.

Outro ponto tem a ver com a renda da população. Se no ano passado, o auxílio emergencial ajudou a manter o consumo no País, a expectativa é de uma piora no PIB de 2021, caso o benefício não seja renovado ou caia de R$ 600 para R$ 250 durante quatro meses, conforme já sinalizado pelo governo federal.

“Apesar de ainda haver alguma poupança que foi acumulada por causa desse auxílio emergencial em 2020, esses recursos deverão entrar de forma bastante devagar na economia nesse começo de ano”, avalia João Leal, economista da Rio Bravo Investimentos. “Tem também a inflação reduzindo boa parte da renda disponível, principalmente da população de mais baixa renda, e da capacidade de consumo dessas famílias”, acrescenta.

Em que o investidor precisa ficar de olho?

Com diversos ruídos políticos por conta da crise, os especialistas observam que os investidores têm de se atentar sobretudo às pautas que tratam das contas públicas e da saúde fiscal brasileira, ambas travadas no Congresso. Além disso, o avanço da vacinação é outro direcionador para uma possível reabertura econômica.

“Com a economia crescendo, o resultado das empresas também tende a crescer. É uma dinâmica que vai sendo refletida para frente, para todos os segmentos”, explica José Francisco Cataldo, head de research da Ágora Investimentos. “Devem ficar no radar a aprovação de alguns ajustes na economia, como aprovação da PEC emergencial, de alguns marcos regulatórios e de outras pautas que beneficiam o desenvolvimento de alguns setores e a economia como um todo”, acrescenta Cataldo.

Ainda que o PIB seja uma fotografia do passado, é possível observar que alguns setores que foram bem no último ano tendem a ser favorecidos no atual cenário de incertezas. É o caso da Agropecuária, que aumentou sua participação no PIB de 0,6%, em 2019, para 2% em 2020.

“Setores ligados a matérias-primas, principalmente os relacionados às commodities agrícolas, podem ser uma opção melhor”, diz o economista da Rio Bravo. “Existe uma previsão de novas safras recordes de grãos, principalmente de soja. Então esse é um setor que pode ganhar força nesse começo de ano, e até ser mais defensivo, tendo em vista que praticamente todos os outros setores devem sofrer mais com fatores macro (fiscal e político) domésticos”, observa Leal.

Beck reforça que, mesmo em cenários de crise, sempre haverá empresas que encontrarão oportunidades de crescimento. O economista e sócio da BRA cita o caso de empresas ligadas ao e-commerce, “que tomou o mercado de consumo no ano passado”.

No caso de papéis ligados à exportação de commodities, Beck chama atenção para a influência do câmbio na operação dessas companhias. “O dólar mais alto, no curto prazo, é ruim, mas também é um mecanismo de ajuste, que nos faz sair da crise mais rápido, porque estimula a balança comercial e acelera mais a produção brasileira para atender esses mercados no exterior”, conclui o economista da BRA.

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