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Mercado

Por que o agro está longe de ocupar na Bolsa o mesmo espaço que tem no PIB?

Participação do setor na economia do Brasil chega perto dos 25%, mas atinge só 15% do valor de mercado da B3

Por Iuri Gonçalves

26/04/2023 | 15:13 Atualização: 26/04/2023 | 23:05

Cultura agrícola. Foto: OlegRi/Shutterstock)
Cultura agrícola. Foto: OlegRi/Shutterstock)

Mesmo com contribuição expressiva na economia brasileira, o agronegócio ainda se mostra tímido no mercado de capitais. Porém, especialistas veem potencial para maior expressividade do setor no mercado financeiro. Novas possibilidades, como os Fundo de Investimento em Cadeias Agroindustriais (Fiagros), devem ajudar neste movimento de aproximação.

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Mas para isso acontecer, várias barreiras precisam cair.

A participação do agronegócio no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil foi de 24,8% em 2022, segundo o cálculo feito pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo (ESALQ/USP) em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

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Empresas que compõem o Índice Agro da Bolsa de Valores têm um valor de mercado de R$ 593 bilhões. Elas representam 15,2% da soma do valor de mercado de todas as empresas listadas: um total de R$ 3,908 trilhões, segundo levantamento de Einar Rivero, head comercial do Trademap.

Por questões metodológicas, o índice não inclui ativos de algumas empresas do setor e, por consequência, não contém todas as companhias listadas. São alguns critérios de seleção a presença em 95% dos pregões na vigência das três carteiras anteriores e não ser classificado como ativo “penny stock”, aquele negociado por menos de R$ 1 real.

  • Entenda a influência do agronegócio no mercado financeiro.

Mas por que a bolsa não reflete a representatividade que o agronegócio tem na economia?

Uma parte da explicação vem da natureza dos empreendimentos do agronegócio: é comum as empresas do setor terem uma gestão familiar, especialmente no caso da produção agropecuária, como as fazendas de cultivo de culturas e criação de animais. “Elas não são agricultura familiar, segundo a lei que nós temos no Brasil”, afirma o pesquisador da área de sócioeconomia, da Embrapa Arroz e Feijão, Alcido Elenor Wander. Segundo o especialista, “há uma presença muito forte de CPFs em vez de CNPJs” no agronegócio.

Essas empresas podem possuir produções robustas, mas uma gestão não profissionalizada. Estrutura de governança (cultura e processos que visam a integridade da corporação) e processos de compliance (conjunto de disciplinas que mantêm o empreendimento em conformidade com leis, normas e regras) são alguns requisitos para abrir o capital na Bolsa de Valores.

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“A entrada da governança tem a ver com aproximar esses dois mundos, porque ela é exigida pelo mercado de capitais às empresas. O investidor exige para ter uma confiança”, diz Maria Tereza Vendramini, sócia e head comercial de Agro da AZ Quest.

  • Quais ações do agronegócio podem se destacar na Bolsa em 2023

Especialistas avaliam que a produção do agronegócio tende a ser pulverizada, o que também torna mais difícil para as empresas do ramo atingirem o tamanho necessário para abrir o capital em bolsa. No Índice Agro da B3, apenas quatro empresas são descritas como parte do subsetor de agropecuária: Raízen (RAIZ4), SLC Agrícola (SLCE), BrasilAgro (AGRO3) e 3Tentos (TTEN). Conheça aqui as companhias do agronegócio listadas na Bolsa.

Em setores agroindustriais, como na produção de açúcar, etanol e papel, distribuidoras do agronegócio e empresas de processamento de alimentos, a realidade é diferente.

A lista de maiores empresas do agronegócio em 2022 elaborada pela Forbes conta com uma variedade de segmentos. A JBS (JBSS3) lidera a lista de receita anual, mas compartilha as primeiras posições com companhias como a Cosan (CSAN3), do subsegmento de petróleo, gás e biocombustíveis, e a Suzano (SUZB3), de madeira, celulose e papel.

Setor cíclico?

Há, ainda, um popular entendimento de que empresas do agronegócio estão fortemente expostas a eventos cíclicos devido a características do setor. De acordo com essa impressão, produtores de commodities, as agrícolas inclusas, correm mais riscos de descapitalização por eventual aumento de estoques e oferta de produtos – que derrubam preços – do que outros setores da economia.

Existe também o próprio ciclo produtivo no caso da agricultura, com variações na duração do período de safra entre diferentes tipos de cultura. Além disso, há a exposição a fatores ambientais, como secas ou o excesso de chuvas. “Os riscos que nós temos, que já são inerentes à atividade, podem se tornar maiores com as mudanças do clima”, aponta Wander.

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Antonio Cozman, analista do setor agro da Genial Investimentos, diz que empresas de produção de açúcar e etanol, por exemplo, “muitas vezes têm dificuldade em abrir capital por essa instabilidade”.

Mas Victor Nehmi, gestor da Sparta, faz uma leitura diferente do cenário atual. Para ele, com as quebras de safras provocadas pelas alterações climáticas e o aumento de demanda, os estoques já não sobem ao ponto de impactar as empresas do setor. “O investidor que está na Bolsa ainda não enxerga o setor desse jeito”, diz.

No último ano, apesar de uma seca na Região Sul do Brasil provocar uma queda de 11,4% na produção de soja comparada a 2o21, de acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), a produção de grãos brasileira ainda assim atingiu um recorde de 263,155 milhões de toneladas.

Caminho para o mercado de capitais

Com a avaliação de que o potencial das empresas do setor no mercado de capitais ainda não foi plenamente atingido, movimentos de aproximação entre as companhias do agronegócio e a Bolsa vêm sendo estimulados por ativos como os Fiagros.

Esse tipo de fundo é recente no Brasil. Criado em 2021, eles funcionam como os Fundos de Investimento Imobiliários (FIIs), mas ao invés de financiar empreendimentos em imóveis estes são ativos utilizam o dinheiro dos investidores para financiar o agronegócio.

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Dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) mostram que apenas em 2022 o valor de emissões de Fiagros no Brasil atingiu R$ 7,26 bilhões. De janeiro a março deste ano, o montante já atingiu R$ 2,76 bilhões.

  • Veja como funcionam CRIs e CRAs

De acordo com Vendramini, parte desse aumento nas emissões dos Fiagros pode ser explicado pela demanda de crédito não atendida pelo Plano Safra, programa do governo que direciona recursos aos produtores rurais.

O Ministério do Agronegócio estima uma necessidade de crédito de custeio de R$ 800 bilhões para a safra 2022/2023. No entanto, o Plano Safra programou R$ 340,9 bilhões para crédito rural no período, sendo R$ 246,3 bilhões destinados aos financiamentos de custeio, comercialização e industrialização.

Segundo Wander, as mudanças climáticas impactam ainda mais a exposição aos riscos inerentes da atividade rural. Por isso, o apoio tem sido maior na direção de assegurar os produtores contra imprevistos e situações que fogem do controle deles. “A forma como o governo, o Estado brasileiro, apoia os produtores está sendo cada vez menos no crédito e mais no seguro”, explica.

“Os Fiagros tem um papel muito importante nesse início de profissionalização e melhora de governança das empresas, o que pode fazer com que, ao longo do tempo, as empresas do setor estejam mais aptas a um processo de abertura de capital”, diz Vendramini.

  • Entenda o que são as debêntures

A fim de encontrar capitalização, as empresas também buscam por Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) e debêntures, títulos de crédito privados de renda fixa. “Essas empresas estão indo muito pra emissão de CRAs e debêntures. As que são mais organizadas, de maior porte, emitem debêntures”, aponta Nehmi.

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Segundo dados da Anbima, o volume de ofertas de CRAs saltou de R$ 25,09 bilhões em 2021 para R$ 40,7 bilhões em 2022. Os CRAs são títulos de créditos de renda fixa emitidos para financiar projetos no agronegócio.

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