

Após os resultados do 4º trimestre, o Bank Of America (BofA) aumentou o preço-alvo das ações do Banco do Brasil (BBAS3) de R$ 29 para R$ 31, refletindo o desconto nos papéis e a expectativa de dividendos altos em 2025 – segundo cálculos da instituição financeira, o “Dividend Yield” (rendimento dos dividendos) deve ser de 9% este ano.
Ainda assim, esses dois fatores não são suficientes para mudar a recomendação do BofA sobre BBAS3. A casa mantém indicação neutra para as ações, de olho na desaceleração dos lucros e da rentabilidade do Banco do Brasil nos próximos meses, cuja baixa deverá ser puxada pelo menor volume de empréstimos.
A perspectiva é de que o BB registre um resultado líquido de R$ 39 bilhões em 2025, uma alta de 3% em relação a 2024, quando o lucro havia avançado 6,6% na comparação com 2022. Ou seja, o número não deve ficar negativo, ainda assim indica uma expansão mais fraca.
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Para o BofA, o Banco do Brasil deve ficar atrás dos concorrentes privados. “A administração orientou para um crescimento de empréstimos de 8% (contra 12% de crescimento em 2024), pressionado pela desaceleração do portfólio rural”, diz o BofA. “Do lado positivo, o NIM (margem líquida de juros) deve permanecer resiliente, apoiado pela reprecificação das taxas de empréstimo, maiores ganhos de tesouraria e custos de financiamento estáveis.”
Essa recomendação pode ser modificada a depender do impacto de novos dados sobre a corrida eleitoral de 2026. “O principal risco de alta para nossa tese é o fluxo de notícias positivo relacionado às eleições presidenciais, o que pode levar à reclassificação da avaliação”, afirma a holding financeira.
Até as 16h26 desta quinta-feira (26), a BBAS3 estava cotada a R$ 28,01. Levando em consideração as projeções do BofA, a ação pode saltar 10,6% em 2025.
Banco do Brasil (BBAS3) no 4º tri de 2024
No 4º trimestre de 2024, o lucro líquido ajustado do BB foi de R$ 9,6 bilhões, alta de 1,5% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Já no acumulado de 2024, o resultado líquido foi de R$ 37,8 bilhões, alta de 6,6% em relação ao acumulado de 2023. A carteira de crédito ampliada saltou 15,3% em 12 meses, para R$ 1,3 trilhão.