EURO R$ 6,04 +1,23% MGLU3 R$ 21,11 -0,94% DÓLAR R$ 5,09 +0,51% ITUB4 R$ 32,20 -2,13% BBDC4 R$ 27,47 -1,75% IBOVESPA 128.405,35 pts +0,27% GGBR4 R$ 28,95 -0,17% PETR4 R$ 28,25 +0,43% ABEV3 R$ 18,64 -1,95% VALE3 R$ 109,11 +3,03%
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Mercado

Uma ação e duas visões: Veja a recomendação dos analistas para Cogna (COGN3)

Terra Investimentos e JP Morgan possuem recomendações opostas para as ações do grupo de educação

Painel exibe Cogna e desdobramentos da empresa
Cogna Educação (Crédito: Arquivo Estadão)
  • A Cogna registrou prejuízo líquido de R$ 1,7 bilhão nos primeiros nove meses de 2020, ante lucro de R$ 410 milhões no exercício anterior
  • Reflexo da situação do grupo, os papéis COGN3 também desvalorizaram 60% nos últimos 12 meses, passando de R$ 11,55, em fevereiro do ano passado, para o atual patamar de R$ 4,50
  • Apesar do período difícil, as recomendações não são unânimes. A Terra Investimentos, por exemplo, indica compra. Já o JP Morgan tem indicação underweight, equivalente à venda

O copo está meio cheio ou meio vazio? Para fazer a análise de uma empresa e recomendar compra, venda ou neutralidade, os especialistas de mercado consideram uma série de fatores – que variam conforme os métodos empregados. Quando a companhia faz parte de um segmento que está bastante descontado, então, sempre há quem acredite que é uma oportunidade, enquanto outros enxergam uma cilada.

As recomendações para a Cogna (COGN3), um dos maiores grupos de educação do Brasil, são um exemplo. O conglomerado sentiu diretamente os impactos causados pela pandemia do coronavírus no setor e registrou prejuízo líquido de R$ 1,7 bilhão nos primeiros nove meses de 2020, ante lucro de R$ 410 milhões no exercício anterior. O desempenho foi puxado principalmente pelo aumento da inadimplência, evasão e diminuição da captação de novos alunos.

Reflexo da situação do grupo, os papéis COGN3 também desvalorizaram 60% nos últimos 12 meses, passando de R$ 11,55, em fevereiro do ano passado, para o atual patamar de R$ 4,50. Entretanto, com a baixa no preço e expectativas de recuperação do segmento devido ao início da vacinação, as recomendações feitas por analistas se dividem. A Terra Investimentos, por exemplo, indica compra. Já o JP Morgan tem indicação underweight, equivalente à venda.

Entenda no que se baseiam as duas análises:

O que confirma a recomendação?

  • Compra

De acordo com Régis Chinchila, analista da Terra Investimentos, a recomendação é baseada na expectativa de recuperação do setor de educação no longo prazo. A casa acredita que, no patamar atual, a ação esteja com um bom preço de entrada para quem pretende carregar o papel por mais tempo na carteira.

“A recomendação esta baseada no cenário de longo prazo, recuperação da atividade no setor educacional e fatores da economia brasileira”, explica Chinchila. A Terra projetou um preço-alvo de R$ 7 para os papéis da Cogna, o que representa uma valorização de 54% para os próximos 12 meses.

  • Venda

Na visão do JP Morgan, apesar das negociações que envolvem troca de ativos com a Eleva Educação terem animado o mercado, os investidores que tinham a esperança que o negócio resultasse em uma desalavancagem (redução de dívida) devem se frustrar. Segundo a instituição, o potencial de EBITDA (lucros antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) do negócio é minimizado por fatores como arrendamento de despesas e nível consistente de despesas não recorrentes.


“Reiteramos nossa recomendação para Cogna, com valor justo abaixo de R$5”, explica a instituição. “Acreditamos que a empresa deve continuar a enfrentar desafios para executar a recuperação de seus negócios no ensino presencial, enquanto enfrenta alta competição em ensino à distância.”

Qual o item mais sensível para mudar a recomendação?

  • Compra

Mesmo com os impactos financeiros da pandemia, o único fator capaz de fazer a recomendação sofrer um revés seria um problema interno na própria Cogna. “Só faríamos uma alteração da recomendação em Cogna em virtude de um problema estrutural”, explica Chinchila. “Os múltiplos continuam baixos e atrativo, embora o cenário de pandemia e restrições a mobilidade seja um desafio importante.”

  • Venda

No relatório, o JP Morgan explica que os principais riscos à tese de investimentos são três: se a Cogna tiver maior crescimento no segmento EAD, monetização de K12 (rede com escolas de ensino básico ao ensino médio) maior que o esperado e venda de ativos cumulativos provenientes dos negócios com a Eleva Educação. “Vemos o valuation menos interessante frente a outros pares do ensino superior com menor alavancagem e geração de fluxo de caixa consistente.”

O que diferencia a empresa dos seus pares?

  • Compra

Para Chinchila, os problemas enfrentados pelo grupo de educação na atualidade tendem a se dissipar. A empresa também estaria pronta para enfrentar os concorrentes.“A Cogna não tem problema de capitalização e no médio prazo segue acompanhando oportunidades junto aos pares do mercado”, explica. “A empresa segue cortando custos e observando potenciais aquisições no setor de educação, após a captação do IPO da Vasta (subsidiária da Cogna) nos EUA.”

  • Venda

Para o JP Morgan a Yduqs é mais interessante dentro do setor de educação. “Continuamos a favorecer  Yduqs, dado fluxo de caixa e balanço mais saudáveis, exposição crescente a cursos à distância”, afirma o banco.

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