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Mercado

As perspectivas para a Oi (OIBR3 e OIBR4) após plano de recuperação ser homologado

A homologação do plano, realizada em 8 de setembro, prevê uma redução das dívidas em cerca de R$ 42,1 bilhões

Fachada de loja da empresa de telefonia móvel Oi, em São Paulo
Fachada de loja da empresa de telefonia móvel Oi, em São Paulo (Foto: Itaci Batista/Estadão Conteúdo)
  • Analistas do mercado enxergam notícia como positiva para as ações, que devem continuar voláteis até que a recuperação judicial, de fato, seja efetivada
  • Diante da evolução do processo, é esperado que a empresa avance na venda de seus ativos, começando pelos data centers e torres
  • A volatilidade deve permanecer nos papéis da companhia, mas a companhia deve entrar em uma fase menos instável, que vai precisar do aval de órgãos reguladores para a venda de sua rede móvel para as concorrentes

Mais um capítulo positivo é adicionado ao moroso processo de turnaround da Oi (OIBR3 e OIBR4), com a homologação de um aditivo do plano de recuperação judicial da operadora proferido na noite de segunda-feira (5). Analistas do mercado enxergam a notícia como positiva para a companhia e suas ações na Bolsa, que devem continuar voláteis até que a recuperação, de fato, seja efetivada.

“A homologação do plano é extremamente positiva para a empresa. Ela tira um peso da preocupação de um possível cancelamento do plano de recuperação judicial. Isso abre precedentes para a venda dos ativos da empresas, como a rede móvel”, afirma Gustavo Bertotti, economista da Messem Investimentos.

Como o endividamento da Oi é robusto, a homologação do plano, realizada em 8 de setembro, é relevante porque prevê uma redução das dívidas em cerca de R$ 42,1 bilhões. Segundo Bertotti, o processo deverá ser acelerado e a Justiça deve controlar isso bem de perto.

Em sua decisão, o juiz titular da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, Fernando Viana, determinou o prazo de 12 meses para que a Oi conclua o  processo de recuperação judicial, período que poderá ser prorrogado caso haja necessidade de se finalizar “os atos relativos às alienações dos referidos ativos”.

Flávia Meirelles, analista de research da Ágora Investimentos, explica que, diante da evolução do processo, é esperado que a empresa avance na venda de seus ativos, começando pelos data centers e torres, “mais fáceis de viabilizar”.

Ao todo, estima-se que a empresa consiga capitalizar até R$ 22 bilhões considerando torres, data centers, redes móveis e metade do negócio de fibra, o qual ela deverá se dedicar exclusivamente.

“Há um caminho mais sustentável para a Oi daqui para frente, principalmente com foco na implantação da fibra, juntamente com a redução da alavancagem após a finalização da venda dos ativos”, diz a analista da Ágora.

Segundo Meirelles, a Oi deverá atrair um tipo diferente de investidor, agora mais focado no médio e longo prazo. A Ágora tem recomendação de compra do papel e um preço-alvo de R$ 3,10 para o final de 2021.

Apesar de considerar que o “pior ficou para trás”, Eduardo Guimarães, especialista em ações na Levante Ideias de Investimentos, ainda vê muito risco na companhia e não tem recomendação de compra para os papéis da Oi.

Até às 13h10 desta terça-feira (6), a ação ordinária da OIBR3 é cotada em R$ 1,73, uma leve alta de 1,76% em relação ao R$ 1,70 do pregão de segunda-feira (5). A ação preferencial OIBR4 também sobe pouco (0,83%) e é cotada a R$ 2,44 nesta terça, contra os R$ 2,40 de segunda-feira.

“Mesmo em um momento melhor agora, preferimos outras empresas do setor, como a Vivo (VIVT4), que paga dividendo, é líder de mercado e está com a ‘casa paga’”, avalia Guimarães.

A volatilidade deve permanecer nos papéis da companhia, mas o especialista em ações da Levante avalia que começa agora uma fase menos instável para a companhia, que vai precisar do aval de órgãos reguladores para a venda de sua rede móvel para as concorrentes.

A assembleia geral de credores da Oi (AGC) aprovou a oferta vinculante da Telefônica Vivo, Claro e TIM (TIMP3), que ofereceram R$ 16,5 bilhões pelos ativos móveis da Oi. Por ter risco de concentração mercado, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) precisará fazer uma análise complexa da operação, que pode durar um ano.

“Vai ser uma decisão que vai ter que analisar cidade a cidade, mercado a mercado. Pode haver concentração, mas não vai ser nada absurdo. Vão dividir de tal forma regionalmente, fatiado, para que nenhuma operadora fique muito dominante em determinado mercado”, explica Guimarães.

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