• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Mercado

Entenda como Putin está vencendo a guerra da energia contra a Europa

Moscou está ganhando milhões de dólares todos os dias para financiar a invasão da Ucrânia

Por Wesley Sousa

16/08/2022 | 17:31 Atualização: 16/08/2022 | 17:31

Putin está encontrando novos traders de commodities, muitas vezes operando do Oriente Médio e da Ásia
Putin está encontrando novos traders de commodities, muitas vezes operando do Oriente Médio e da Ásia

(Javier Blas, Bloomberg) – Não importa qual seja o indicador usado, o presidente russo Vladimir Putin está vencendo nos mercados de energia. Moscou está ordenhando sua vaca leiteira de petróleo, ganhando centenas de milhões de dólares todos os dias para financiar a invasão da Ucrânia e ganhar apoio em casa para a guerra.

Leia mais:
  • Guerra trouxe inflação e insegurança, diz presidente da Sabesp
  • 5 dicas de como investir no agronegócio e ganhar da inflação
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Assim que as sanções europeias contra as exportações de petróleo russo entrarem em vigor a partir de novembro, os governos da região vão se deparar com algumas escolhas difíceis quando a crise energética começar a prejudicar consumidores e empresas.

Os preços da eletricidade para residências e empresas estão previstos para aumentar a partir de outubro, já que o aumento nos lucros com o petróleo permite a Putin sacrificar a receita do gás e limitar o abastecimento para a Europa. Os preços no Reino Unido provavelmente vão subir 75%, enquanto na Alemanha algumas concessionárias municipais já alertaram que os aumentos vão passar de 100%. A Rússia transformou com sucesso o fornecimento de energia em arma . Os governos ocidentais vão ser alvos de pressão crescente para gastar bilhões subsidiando contas de energia em casa ou, como já é o caso na França, assumindo o controle das empresas de energia.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

O primeiro indicador que comprova como Putin reverteu o curso geral dos acontecimentos em torno do petróleo é a produção da commodity russa. No mês passado, a produção do país voltou a níveis próximos aos de antes da guerra, com média de quase 10,8 milhões de barris por dia, apenas ligeiramente abaixo dos 11 milhões extraídos em janeiro, pouco antes da invasão da Ucrânia. Com base nas estimativas da indústria, a produção de petróleo é um pouco maior até agora este mês.

Não é um pico repentino e temporário: julho foi o terceiro mês consecutivo de recuperação da produção de petróleo, subindo de forma significativa em relação ao nível mais baixo deste ano, 10 milhões de barris, alcançada em abril, quando os compradores europeus começaram a se distanciar da Rússia e Moscou se viu tendo de correr em busca de novos compradores.

Depois dessa dificuldade inicial, a Rússia encontrou novos clientes para os milhões de barris, ou mais, que as refinarias de petróleo europeias pararam de comprar diariamente devido às sanções autoimpostas. A maior parte desse petróleo está indo para a Ásia – principalmente para a Índia –, mas também para a Turquia e para outras partes do Oriente Médio. E parte dele continua indo para a Europa, com compradores ainda adquirindo petróleo russo antes das sanções oficiais entrarem em vigor no início de novembro. Todos que apostavam que a produção de petróleo russa continuaria caindo – inclusive o autor deste texto– erraram.

O segundo indicador é o preço do petróleo russo. A princípio, Moscou foi obrigada a vender seus tipos de petróleo com grandes descontos para atrair compradores. No entanto, nas últimas semanas, o Kremlin recuperou o poder de precificação, beneficiando-se de um mercado aquecido.

Publicidade

O petróleo ESPO, uma categoria de petróleo russo do Extremo Oriente, é um bom exemplo da nova tendência. No período de baixa no início deste ano, ele era vendido com um desconto de mais de US$ 20 por barril em relação ao petróleo bruto Dubai, benchmark de preços de petróleo para a Ásia.

Recentemente, o petróleo ESPO mudou de mãos na paridade com o petróleo bruto Dubai. O petróleo Urals, a principal exportação de petróleo da Rússia para a Europa, não está se beneficiando tanto quanto o ESPO, já que seus principais compradores costumam ser países como a Alemanha e não a Índia. Mas seu preço também está se recuperando: o barril estava sendo vendido recentemente de US$ 20 a US$ 25 mais barato que o do Brent, depois de ser negociado com um desconto de quase US$ 35 no início de abril.

Moscou está encontrando novos traders de commodities, muitas vezes operando do Oriente Médio e da Ásia e provavelmente financiados pelo dinheiro russo, dispostos a comprar seu petróleo bruto e enviá-lo para mercados sedentos pela commodity. Com o petróleo Brent oscilando perto de US$ 100 o barril, e com a Rússia podendo dar descontos menores, há bastante dinheiro chegando ao Kremlin. Pelo menos por enquanto, as sanções energéticas não estão funcionando.

O último indicador do êxito russo é político, e não está relacionado com o mercado. Lá em março e abril, os formuladores de políticas do ocidente estavam otimistas de que o cartel da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), liderado pela Arábia Saudita e pelos Emirados Árabes Unidos, abriria mão de sua aliança com a Rússia. A realidade tem sido o oposto disso.

Publicidade

Apesar de uma viagem do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, a Riad, Putin manteve sua influência dentro da aliança OPEP+. Pouco depois de Biden deixar a Arábia Saudita, o vice-primeiro-ministro russo Alexander Novak, pessoa responsável pelo relacionamento com o cartel, viajou para o país. Dias depois, a OPEP+ anunciou um aumento irrisório na produção de petróleo, mantendo a pressão sobre os mercados globais de energia.

A vitória no mercado de petróleo significa que Putin pode se dar ao luxo de abdicar da receita e limitar as vendas de gás natural para a Europa, colocando a pressão sobre Berlim, Paris e Londres, que estão se preparando para aumentos enormes nos preços da energia no varejo e para a possível escassez que talvez leve ao racionamento no inverno. Moscou está ganhando tanto dinheiro vendendo petróleo que pode se dar ao luxo de restringir a oferta de petróleo também para os países do leste europeu, como aconteceu recentemente.

Uma combinação de clima frio, aumento da demanda por eletricidade e disparada dos preços no final deste ano arrisca prejudicar o apoio ocidental à Ucrânia. Os políticos europeus ávidos por elogios internacionais ao alardear seu apoio a Kiev podem estar menos dispostos a pagar a conta em casa para impedir a pobreza energética entre seus próprios eleitores.

Em público, os governos europeus ainda estão firmes quanto a sua determinação de se livrar da energia russa. Em particular, eles devem estar reconhecendo as adversidades que a postura ameaça impor às suas economias. Putin está vencendo a batalha energética; esperemos que a vantagem não seja poderosa o suficiente para levar os políticos do ocidente a suavizar seu posicionamento na verdadeira guerra.

Publicidade

Disclaimer

Esta coluna não reflete necessariamente a opinião do conselho editorial ou da Bloomberg LP e de seus proprietários.

Javier Blas é colunista da Bloomberg Opinion e cobre energia e commodities. Ele é ex-repórter da Bloomberg News e ex-editor de commodities no Financial Times, é coautor do livro “O mundo à venda: Dinheiro, poder e os traders que negociam os recursos do planeta”.

Tradução de Romina Cácia

Publicidade

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Opep+
  • Petróleo
  • Rússia
Cotações
23/05/2026 16h27 (delay 15min)
Câmbio
23/05/2026 16h27 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Recuperação judicial da Estrela afeta 26 FIDCs; fundos concentram 70% da dívida

  • 2

    Os novos hábitos da alta renda para economizar no dia a dia sem abrir mão de viagens e hotéis de luxo

  • 3

    Ações de bancos tombam após rali e chegam perto das mínimas do ano; veja oportunidades

  • 4

    FIIs são melhores que REITs? Veja qual vale mais a pena para renda e crescimento

  • 5

    BOVA11 supera R$ 1 bi por dia e vira um dos ativos mais negociados da Bolsa em 2026

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Minha Casa, Minha Vida: idosos têm prioridade no atendimento para participar do programa?
Logo E-Investidor
Minha Casa, Minha Vida: idosos têm prioridade no atendimento para participar do programa?
Imagem principal sobre o Dívidas de pessoas falecidas: os herdeiros devem pagar as contas? Entenda
Logo E-Investidor
Dívidas de pessoas falecidas: os herdeiros devem pagar as contas? Entenda
Imagem principal sobre o Minha Casa, Minha Vida: famílias com estas rendas podem financiar casas de até R$ 275 mil
Logo E-Investidor
Minha Casa, Minha Vida: famílias com estas rendas podem financiar casas de até R$ 275 mil
Imagem principal sobre o Minha Casa, Minha Vida: famílias podem comprar casas de até R$ 400 mil, desde que respeitem esta faixa de renda
Logo E-Investidor
Minha Casa, Minha Vida: famílias podem comprar casas de até R$ 400 mil, desde que respeitem esta faixa de renda
Imagem principal sobre o Minha Casa, Minha Vida: casas para famílias com idosos devem ser adaptadas?
Logo E-Investidor
Minha Casa, Minha Vida: casas para famílias com idosos devem ser adaptadas?
Imagem principal sobre o Projeto busca endurecer multas para motoristas que dirigirem alcoolizados; entenda como funciona
Logo E-Investidor
Projeto busca endurecer multas para motoristas que dirigirem alcoolizados; entenda como funciona
Imagem principal sobre o FGTS: aposentados por invalidez podem sacar o dinheiro em todas as contas com saldo?
Logo E-Investidor
FGTS: aposentados por invalidez podem sacar o dinheiro em todas as contas com saldo?
Imagem principal sobre o 13º salário do INSS antecipado: 6 segurados que devem receber o benefício em 2026
Logo E-Investidor
13º salário do INSS antecipado: 6 segurados que devem receber o benefício em 2026
Últimas: Mercado
Alta do petróleo e ganhos de eficiência impulsionam petroleiras, siderúrgicas e varejo no balanço do 1T26
Mercado
Alta do petróleo e ganhos de eficiência impulsionam petroleiras, siderúrgicas e varejo no balanço do 1T26

Volatilidade do petróleo e resiliência do consumo afetam resultados e reforçam cenário sólido para empresas brasileiras

23/05/2026 | 14h00 | Por Cecília Mayrink, Vinícius Novais e Crisley Santana
Ibovespa tem sexta semana seguida de perdas; Minerva (BEEF3) afunda 14%
Mercado
Ibovespa tem sexta semana seguida de perdas; Minerva (BEEF3) afunda 14%

Mercado continua ao sabor de negociações entre EUA e Irã para encerrar conflitos; índice acumula 0,61% de queda nesta semana

22/05/2026 | 18h54 | Por Marília Almeida
Ibovespa hoje: CSN (CSNA3) volta a subir; Minerva (BEEF3) e MBRF (MBRF3) tombam
Mercado
Ibovespa hoje: CSN (CSNA3) volta a subir; Minerva (BEEF3) e MBRF (MBRF3) tombam

Mercado acompanhou sinais sobre negociações entre Estados Unidos e Irã, enquanto repercutiu pesquisa eleitoral no Brasil

22/05/2026 | 18h38 | Por Beatriz Rocha
Ibovespa cai com pressão dos juros nos EUA, enquanto petróleo acima de US$ 100 mantém mercado em alerta
CONTEÚDO PATROCINADO

Ibovespa cai com pressão dos juros nos EUA, enquanto petróleo acima de US$ 100 mantém mercado em alerta

Patrocinado por
Ágora Investimentos

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador