O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) regulatório chegou a R$ 524,3 milhões entre os meses de outubro e dezembro de 2025, crescimento de 24,4% frente igual etapa do ano anterior.
No consolidado do ano, o indicador totalizou R$ 2,1 bilhões, montante 12,5% maior na comparação com 2024, no maior nível da história da companhia. A margem Ebitda encerrou o ano em 83,7% no ano.
A receita operacional líquida regulatória foi de R$ 643,7 milhões nos últimos três meses do ano passado, alta de 10,9%, em base anual de comparação. Em 12 meses, a receita somou R$ 2,5 bilhões, crescimento de 7,9% frente o anotado no exercício anterior.
A evolução da receita observada pela companhia reflete a entrada em operação de novos investimentos, como os reforços da Pitiguari, Novatrans, TSN e São Pedro, além do reajuste tarifário das concessionárias e da melhoria e da melhoria da disponibilidade, com a consequente redução da Parcela Variável (PV), um detrator da receita.
“A companhia trabalhou no ano passado com um nível de disponibilidade muito próximo a 100%, fechamos o ano com 99,94% de disponibilidade, o que traz uma redução de 70% para parcela variável, para um nível de 0,53%”, disse a diretora Financeira da Taesa, Catia Pereira, à Broadcast.
Ela também salientou os ganhos de eficiência operacional da companhia, como a otimização das manutenções, a partir do uso cada vez maior de tecnologia para inspeção e monitoramento, e da estrutura de gestão, com o redesenho de algumas áreas da companhia.
O resultado foi uma redução de 10,7% nos custos de Pessoal, Materiais, Serviços de Terceiros e Outros (PMSO), influenciado também por gastos não recorrentes ocorridos majoritariamente em 2024.
Excluindo tais eventos, a Taesa reportou um opex (despesas operacionais) 2,0% maior em 2025, taxa inferior ao IPCA do período, de 4,2%.
“Se a gente olhar 2024 e 2025, o opex cresce 2,9%, enquanto a inflação do período foi de 9,3%, e isso mesmo com a entrada em operação de novos projetos”, disse.
Pereira sinalizou que eventuais novos ganhos de eficiência devem ser marginais, tendo em vista que a companhia alcançou margem Ebitda de quase 84%.
“Mas a gente continua buscando oportunidades, e está trazendo startups para ajudar nos desafios, principalmente começando com a área operacional da companhia, em que a gente consegue colocar mais de tecnologia pra suportar, não só a redução de custo, mas também uma gestão que ajude a manter o nível que de disponibilidade atual”, disse. Segundo ela, a meta é seguir entregando opex abaixo da inflação.
Com informações de Luciana Collet para BroadCast.