Em Negócios Digitais e em RH, o banco contratará executivos de fora. Nas demais, a estrutura deve contar com profissionais que já fazem parte da organização. No Wealth e no Atacado, como mostrou o Broadcast, foram promovidos Guilherme Leal e Bruno Boetger. Antes, o Bradesco estava organizado em vice-presidências, que cuidavam das diferentes áreas do banco e respondiam ao presidente. A Bradesco Seguros, que tem como presidente Ivan Gontijo, também respondia diretamente ao presidente do banco.
De acordo com o Bradesco, a nova estrutura terá menos patamares hierárquicos, com maior autonomia para os executivos. A ideia é reduzir a complexidade e acelerar a tomada de decisões por parte do banco, que terá ainda um novo modelo de avaliação de desempenho e benefícios. Para desenhar o plano, o Bradesco tomou como base o que considera como seus pontos fortes, por exemplo os 71 milhões de clientes ativos e a liderança nos principais segmentos do varejo bancário e também no mercado de seguroBs.
Crédito e tecnologia
Um dos objetivos do banco no longo prazo, a partir da execução das mudanças, é elevar a participação no crédito expandido do mercado brasileiro a algo entre 15% e 19%, contra os cerca de 14% atuais. “Crédito é âncora de principalidade e desafio para as fintechs, que só têm 3% de participação”, afirma a apresentação.
O Bradesco acredita que o mercado bancário brasileiro voltado a pequenas e médias empresas deve dobrar de tamanho em cinco anos. No caso do varejo de baixa renda, chamado de massificado, o banco afirma que há um desafio do mercado com os custos de operação.
No banco, uma das apostas é na evolução da estrutura tecnológica para plataformas modulares e na aceleração da migração para a nuvem. Haverá uma equipe sênior dedicada exclusivamente à transformação do banco, com a execução do plano simultânea a outras estratégias.