Quando o bilionário Michael Bloomberg iniciou sua carreira após a faculdade, na década de 1960, ele ganhava apenas US$ 11.500 por ano. É verdade que esse era um salário razoável na época e que hoje equivaleria a aproximadamente US$ 114 mil.
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Quando o bilionário Michael Bloomberg iniciou sua carreira após a faculdade, na década de 1960, ele ganhava apenas US$ 11.500 por ano. É verdade que esse era um salário razoável na época e que hoje equivaleria a aproximadamente US$ 114 mil.
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Mas Bloomberg, recém-formado com um bacharelado pela Universidade Johns Hopkins e um MBA pela Universidade Harvard, na verdade tinha a opção de ganhar mais. Outra empresa havia lhe oferecido um salário de US$ 14 mil, mas ele preferiu as pessoas que conheceu no banco de investimentos de Wall Street Salomon Brothers.
A Salomon Brothers, inicialmente, havia oferecido a Bloomberg apenas US$ 9 mil, mas ele negociou. A empresa então lhe ofereceu um salário de US$ 9 mil, acompanhado de um empréstimo de US$ 2.500, dando início à consagrada carreira empresarial de Bloomberg. Em seu primeiro ano lá, ele recebeu um bônus de US$ 500 para ajudar a quitar o empréstimo e, no ano seguinte, um bônus de US$ 2.000 como perdão do saldo do empréstimo.
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Embora possa ter parecido uma escolha estranha Bloomberg abrir mão de um salário maior, essa foi a primeira de muitas decisões inteligentes que ele tomaria ao longo da carreira.
“No fim das contas, deu tudo certo”, disse Bloomberg ao podcast In Good Company, do Norges Bank Investment Management, em um episódio publicado na quarta-feira (7). “Não tenham pena de mim, mas nunca me esqueço de que as pessoas cometem o erro de ir trabalhar no lugar que paga mais.”
Outra lenda do mundo das finanças, Warren Buffett compartilha da mesma mentalidade de priorizar as pessoas com quem se trabalha em vez de quanto se ganha.
“Não se preocupe tanto com o salário inicial e seja muito cuidadoso ao escolher para quem você vai trabalhar, porque você acaba adotando os hábitos das pessoas ao seu redor”, alertou Buffett à próxima geração de trabalhadores durante sua última assembleia anual de acionistas da Berkshire Hathaway. “Há certos empregos que você não deveria aceitar.”
É um conselho curioso para uma geração que enfrenta inflação, um mercado de trabalho enfraquecido e uma crise persistente de acesso à moradia. Ainda assim, tanto Buffett quanto Bloomberg estavam, de certa forma, na mesma situação da geração Z quando começavam a trabalhar. Muitos recém-formados compartilham o medo do desconhecido e a incerteza sobre qual caminho profissional seguir.
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Ganhar dinheiro “não é o que a vida significa”, afirmou Bloomberg. “Você precisa adquirir experiência, construir amizades, tentar coisas e ver o que funciona e o que não funciona.”
“Todos esses jovens estão olhando para a coisa errada”, continuou Bloomberg, que acabou construindo seu próprio império de mídia e inteligência de negócios e hoje tem um patrimônio líquido de US$ 110 bilhões.
Buffett também enfatizou repetidamente a importância de escolher bem as pessoas com quem se trabalha.
Na assembleia anual de acionistas da Berkshire Hathaway em 2004, um garoto de 14 anos, jovem acionista da Califórnia, fez a seguinte pergunta: “Que conselho você daria a um jovem como eu sobre como ter sucesso?”
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“É melhor conviver com pessoas melhores do que você”, respondeu Buffett, que se aposentou recentemente após uma trajetória épica de 60 anos como CEO da Berkshire Hathaway. “Escolha parceiros cujo comportamento seja melhor do que o seu, e você acabará seguindo nessa direção.”
Esta história foi originalmente apresentada na Fortune.com
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