O Ibovespa hoje caiu -0,08%, aos 119.176,67 pontos, e com volume negociado de R$ 21,6 bilhões.
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O Ibovespa hoje caiu -0,08%, aos 119.176,67 pontos, e com volume negociado de R$ 21,6 bilhões.
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Após ter perdido força mais cedo, a queda dos juros futuros voltou a ganhar um pouco de fôlego, ainda alinhada ao movimento dos Treasuries e do petróleo, mas com os agentes monitorando o discurso do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que participou na tarde desta quarta-feira (8) de evento em Nova York.
Em meio à discussão sobre a mudança da meta de déficit zero para 2024, Campos Neto disse que o custo de mudar o objetivo seria maior do que o benefício gerado.
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No dia, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 tocou mínima de 10,68%, de 10,75% ontem e a do DI para janeiro de 2029, mínima de 11,05%, de 11,13% ontem no ajuste. Nas ações, o Ibovespa seguiu em realização de lucros, puxado por recuo de mais de 2% nas ações da Petrobras e de outras do setor como a Raízen.
“A queda do Brent empurra todas as empresas de combustível para depreciação, isso porque o preço do etanol é composto por 70% do valor da gasolina, por isso o mercado faz essa arbitragem”, explica o analista da Levante Corp, João Abdouni.
O noticiário fiscal também seguiu no foco. O ministro dos Transportes, Renan Filho, falou hoje em manter a meta de déficit zero no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2024 e discutir eventual alteração no ano que vem.
Ainda em Brasília, pressionado, o governo federal pretende avançar com as indicações ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). De acordo com relatos de fontes ao Broadcast, o objetivo do encontro é tratar dos quatro novos indicados ao órgão, que devem ser anunciados de forma conjunta.
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Em Nova York, S&P 500 e Nasdaq subiram 0,1%, e 0,08%, enquanto Dow Jones caiu -0,12%.
O dólar e o euro subiram 0,66% e 0,73% frente ao real na sessão, atingindo os R$ 4,90 e R$ 5,25, respectivamente.
As três ações que mais valorizaram no dia foram Totvs (TOTS3), Magazine Luiza (MGLU3) e Tim (TIMS3).
Veja o que influenciou o desempenho dos ativos:
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A Dexco fechou na mínima de R$ 6,76, com queda de 10,46%, em dia que passou por leilão por oscilação máxima permitida. O Santander já esperava uma reação negativa do mercado ao terceiro trimestre de 2023, mencionado que o Ebitda de R$ 288 milhões ficou 12% abaixo da estimativa de consenso e 20% abaixo do esperado pela casa. “Os fundamentos fracos persistem em todas as divisões”, diz o Santander.
A DXCO3 está em queda de -1,46% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de -0,29%.
Em semana de forte valorização, a quarta foi dia de realização de lucros e os papeis da BRF (-8,65%) fecharam com a segunda maior queda do pregão, cotados a R$ 11,51.
A BRFS3 está em alta de 7,87% no mês. No ano, acumula uma valorização de 39,01%.
Em linha com a queda das ações do setor petrolífero, Raízen cedeu 4,76% e figurou entre as maiores perdas do Ibovespa e dos pares, cotada a R$ 3,80. O analista da Levante Corp, João Abdouni, creditou a queda da ação ao mesmo motivo que derrubou as petroleiras nesta quarta (7): a queda do petróleo.
A RAIZ4 está em alta de 4,68% no mês. No ano, acumula uma valorização de 6,44%.
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* Com Estadão Conteúdo
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