

Com 55 anos de história, o Ibovespa é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Ele reflete em tempo real o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa de Valores, funcionando como um dos principais termômetros da economia nacional, ao lado de indicadores como a Selic e o dólar. O índice é também uma referência para investidores internacionais, consolidando sua relevância no mercado de capitais.
O que significa Ibovespa?
Conforme essa reportagem, o Ibovespa foi criado em 1968, um ano após o estabelecimento da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que posteriormente se fundiu com outras instituições para formar a atual B3 — Brasil, Bolsa, Balcão.
Inicialmente, o índice concentrava-se em empresas de commodities e do setor industrial. Ao longo das décadas, sofreu grandes mudanças, incorporando estatais nos anos 1970, empresas privadas na década seguinte e, mais recentemente, setores como educação, saúde e shopping centers. Atualmente, a Vale (VALE3), a Petrobras (PETR4) e o Itaú Unibanco (ITUB4) possuem grande peso na composição do índice.
Quais os impactos do Ibovespa na vida dos brasileiros?
As variações do Ibovespa influenciam diretamente a confiança na economia. Quando o índice está em alta, tende a impulsionar investimentos empresariais e gerar empregos. Além disso, o desempenho positivo do indicador costuma acompanhar momentos de redução nos juros, como quando a Selic está em queda, facilitando o acesso ao crédito.
Como o índice é definido?
O Ibovespa segue a lei da oferta e procura. Quanto maior o interesse dos investidores em determinadas ações, maior o preço desses papeis e, consequentemente, o índice. Já uma baixa procura resulta na desvalorização dos ativos, refletindo em queda no Ibovespa.
Como o cálculo é realizado? Por que o Ibovespa sobe ou desce?
O cálculo do Ibovespa tem como base uma carteira teórica que representa as ações mais negociadas na B3. Quando criado, o índice tinha um valor inicial de 100 cruzeiros novos, correspondendo a 100 pontos.
Durante cinco décadas, a metodologia para calcular o indicador foi aprimorada, mas a ideia central permanece a mesma: cada ponto equivale a 1 real. Dessa forma, uma carteira com a mesma composição do índice tem um valor aproximado de R$ 120 mil, correspondente ao número de pontos do Ibovespa.
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Apesar de a pontuação ser importante para compreender a valorização da Bolsa, a variação de pontos durante um período é uma referência mais relevante para entender e comparar o desempenho das ações e de fundos de renda variável. Dessa maneira, qualquer investimento do tipo deve ter uma rentabilidade maior do que essa taxa para ser considerado bom.
A flutuação do índice reflete a expectativa dos investidores em relação aos ativos e aos cenários interno e externo. Quando a pontuação do Ibovespa sobe, isso significa que, na média, as ações que a compõem se valorizaram. O movimento de queda indica que boa parte dos papéis fechou o dia no vermelho.
Todas as empresas na Bolsa integram o Ibovespa?
Nem todas. O Ibovespa é composto apenas pelas ações mais negociadas em termos de volume, e ativos classificados como “penny stocks” (com valores abaixo de R$ 1) são excluídos. Para manter o índice atualizado, sua composição é revisada a cada quatro meses.
Como investir no Ibovespa?
Há diferentes formas de investir no Ibovespa, como contratos futuros, minicontratos, ETFs (fundos negociados em bolsa) e fundos de ações. Contratos futuros permitem negociações baseadas na variação do índice, enquanto os minicontratos possibilitam uma exposição menor.
Já os ETFs replicam a composição do Ibovespa, acompanhando sua rentabilidade. Os fundos de ações, por outro lado, podem adotar estratégias próprias, buscando superar o desempenho do índice.
Colaborou: Gabrielly Bento.
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