“Em evento realizado ontem (27), a executiva recém-empossada deu algumas sinalizações sobre rumos a serem adotados, em fala que entendemos como positiva, ao reforçar a continuidade de dimensões importantes do plano estratégico 2024-28”, avaliou Cobucci.
Por outro lado, o analista disse que faltou a executiva detalhar sua abordagem para os dividendos da companhia, mencionando apenas que a empresa seguirá lucrativa e pagando dividendos, de acordo com a “lógica empresarial”.
“Em nosso entendimento, seria importante ter maior clareza nessa dimensão, já que a diferença, caso seja adotado o pagamento do mínimo obrigatório (25% do lucro líquido) em relação à regra atual (45% do fluxo de caixa menos investimentos), ocasionaria uma redução próxima a 32% no montante a ser pago em 2024”, explicou Cobucci.
Pelo modelo atual, de 45% do fluxo de caixa – contra os 65% da gestão anterior -, a previsão do BB Investimentos é de uma distribuição de R$ 3,09 por ação (yield de 7,1%), ante uma previsão de R$ 2,11 (yield de 4,8%) caso a companhia opte pelo pagamento do mínimo obrigatório, diferença que poderia impactar a decisão de investimento de minoritários.
“Entendemos que há motivos para manter o otimismo com a companhia, ainda que no momento tenhamos uma abordagem um pouco mais cautelosa ao manter a recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 47,00 para 2024″, conclui o relatório.