As novas tarifas globais dos Estados Unidos entraram em vigor nesta terça-feira com alíquota de 10%, abaixo dos 15% mencionados pelo presidente Donald Trump, após a Suprema Corte dos EUA barrar parte do tarifaço de abril de 2025. Documentos do governo confirmam que a cobrança começou no nível mais baixo.
Além disso, Trump indicou que avalia novas sobretaxas de segurança nacional , que podem afetar setores como baterias, químicos, telecomunicações, aço e alumínio. Os investidores aguardam ainda as falas do republicano no tradicional discurso sobre o “Estado da União”, na noite desta terça-feira (24).
O presidente do Fed de Chicago, Austan Goolsbee, alertou que a inflação americana está “bem acima” da meta de 2% e que tem estado assim há quase cinco anos, o que exige vigilância, em discurso. Para ele, inflação em nível próximo de 3% “não é o suficiente” e estagnar nessa faixa “não é uma situação segura”.
Segundo Goolsbee, o crescimento econômico e o mercado de trabalho dos EUA não parecem frágeis e, nos últimos anos, enfrentaram “muitos choques inesperados” e “até mesmo sem precedentes”. Diante disso, ele previu que 2026 pode trazer “surpresas”, sem detalhar as possibilidades.
No Brasil, nesta terça-feira (24), o Banco Central divulgou que o Brasil teve déficit de US$ 8,360 bilhões na conta corrente em janeiro, após um saldo negativo de US$ 3,363 bilhões em dezembro. O rombo superou todas as estimativas coletadas pelo Projeções Broadcast, que apontavam um déficit entre US$ 7,70 bilhões e US$ 3,033 bilhões. A mediana da pesquisa era negativa em US$ 6,60 bilhões.
Ao mesmo tempo, a entrada líquida de Investimentos Diretos no País (IDP) somou US$ 8,168 bilhões em janeiro. O resultado ficou mais próximo do teto da pesquisa Projeções Broadcast, de US$ 8,30 bilhões, do que da mediana, de US$ 6,960 bilhões. O piso do levantamento era de US$ 5,50 bilhões. Quanto à arrecadação, somou R$ 325,751 bilhões em janeiro. O montante ficou abaixo da mediana, de R$ 326,100 bilhões.
Com informações do Broadcast