No sábado (21), Trump escreveu na Truth Social que vai aumentar de 10% para 15% o que denominou Tarifa Mundial. A sobretaxa comercial será aplicada contra os países que “têm explorado os EUA por décadas”. A medida é uma reação do republicano à decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que derrubou as tarifas globais impostas pela Casa Branca, no ano passado.
Segundo Guilherme Prado, country manager da Bitget, a escalada das tarifas reduziu o apetite por risco e impactou mercados como ações e outros ativos mais sensíveis ao cenário macro, como o bitcoin. “Com o temor de desaceleração do crescimento global e condições de liquidez mais restritas, investidores têm diminuído exposição a ativos mais voláteis, movimento reforçado pela venda por parte de grandes detentores”, explica Prado.
Em paralelo, a escalada das tensões geopolíticas envolvendo os Estados Unidos e o Irã tem elevado o prêmio de risco global. O ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr al-Busaidi, confirmou neste domingo que a próxima rodada de negociações entre os EUA e o Irã sobre o programa nuclear iraniano está marcada para quinta-feira, em Genebra. Trump disse a assessores que pode ordenar um ataque militar contra o Irã caso as negociações sobre o programa nuclear iraniano fracassem, segundo o The New York Times.
Diante da combinação desses fatores, uma mudança do direcionamento do ativo digital, na avaliação de analistas, dependerá da trajetória da inflação, estabilidade geopolítica e da normalização dos fluxos institucionais em direção aos ETFs de bitcoin. “Até lá, o ambiente exige seletividade, disciplina tática e gestão ativa de risco”, destaca Rony Szuster, head de research do Mercado Bitcoin. Veja mais detalhes nesta reportagem.