Na China continental, os mercados ficaram no vermelho, prejudicados por ações ligadas a consumo e comunicações. O Xangai Composto caiu 0,58%, a 3.589,75 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 0,60%, a 2.407,93 pontos. Segundo dados publicados ontem, a taxa anual do CPI dos EUA atingiu 5% em maio, superando as expectativas e tocando o maior patamar desde agosto de 2008.
O indicador americano veio num momento de crescentes temores de que a tendência de alta da inflação global possa levar grandes bancos centrais a retirar estímulos monetários adotados para combater os efeitos da pandemia de covid-19 antes do esperado. Em Nova York, porém, as bolsas subiram ontem, como novo recorde de fechamento do S&P 500, em meio à avaliação de que as pressões inflacionárias nos EUA são temporárias e de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) não deverá ter pressa de reverter sua postura ultra-acomodatícia.
Na quarta-feira (16), o Fed revisa sua política monetária. Na China, o presidente do PBoC (o BC chinês), Yi Gang, disse ontem que a instituição irá manter sua política monetária inalterada por entender que a inflação local está sob controle e que o desempenho da economia é razoável. Em maio, a inflação ao produtor chinês também atingiu máxima em quase 13 anos, mas a inflação ao consumidor ganhou força de forma mais controlada.
Na Oceania, a bolsa australiana fechou em nível recorde pelo segundo pregão consecutivo nesta sexta. O S&P/ASX 200 avançou 0,13% em Sydney, ao nível inédito de 7.312,30 pontos.