Além disso, declarações de bancos centrais seguem em foco, inclusive do Banco Central Europeu (BCE). Às 6h35 (de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 operava em alta de 0,27%, em 459,40 pontos. Mais cedo, o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) da indústria da zona do euro subiu a 43,5 na leitura final de agosto, mas ficou um pouco abaixo da previsão de 43,7 dos analistas ouvidos pela FactSet.
O PMI industrial da Alemanha avançou a 39,1, como esperado, mas seguiu em nível bem abaixo da marca de 50, que separa contração da expansão da atividade, enquanto no Reino Unido o PMI da indústria recuou a 43,0 em agosto, quando se previa 42,5. Os números da indústria da região, portanto, seguiam fracos. No atual contexto, porém, a atividade fraca pode ser benéfica para o controle da inflação e permitir trajetória menos dura da política monetária, o que tende a apoiar o mercado acionário. Em meio aos dados, as bolsas europeias firmaram ganhos, em geral contidos.
A Oxford Economics destacava, em comentário a clientes, a fraqueza do PMI da zona do euro, mas via alguns sinais potenciais de que o índice possa ter alguma reação diante de seus níveis mais fracos recentes. A consultoria ainda mencionava os dados do PIB da Itália, que mostraram mais cedo avanço de 0,4% no segundo trimestre, na comparação anual, mas com contração também de 0,4% ante o trimestre anterior.
A Oxford Economics diz que a demanda doméstica pesa no PIB italiano, mas afirma que não espera contração econômica no terceiro trimestre, embora afirme que os riscos à previsão para o país são de baixa. Nesta manhã, há expectativa agora pelo payroll dos EUA, também por seu impacto na política monetária global. Já na Espanha, o vice do BCE, Luis de Guindos, fala em evento. Às 6h38 (de Brasília), a Bolsa de Londres subia 0,54%, Frankfurt avançava 0,11%, Paris tinha alta de 0,33%, Milão tinha ganho de 0,31% e Lisboa, de 0,68%. No câmbio, o euro subia a US$ 1,0854 e a libra avançava a US$ 1,2683