A derrocada da Ciabrasf ocorre em meio à baixa liquidez e à forte especulação sobre uma possível mudança no controle da Companhia Brasileira de Serviços Financeiros. A empresa é controlada pela Reag Investimentos, que já deteve mais de 90% de participação na companhia e foi alvo, junto à Ciabrasf, de mandados de busca e apreensão na Operação Carbono Oculto.
O mercado ainda aguarda definições sobre potenciais investidores e eventuais mudanças na estrutura acionária, um cenário que tem alimentado a volatilidade extrema do papel.
Logo atrás, a Ambipar (AMBP3), que ontem (20) chegou a figurar entre as maiores altas da Bolsa, recuava 31,03%, pressionada por uma nova rodada de notícias negativas.
A companhia protocolou pedido de recuperação judicial no Brasil e também acionou um processo de reestruturação nos Estados Unidos, após identificar irregularidades em operações financeiras e enfrentar dificuldades para honrar dívidas de curto prazo. O passivo total é estimado em R$ 10 bilhões, o que levou o mercado a reavaliar o risco da empresa e derrubar o papel a níveis próximos de penny stock, abaixo de R$ 1,0.
Já a Desktop (DESK3) devolvia parte dos ganhos recentes, após semanas de alta impulsionadas por rumores de uma aquisição pela Claro (América Móvil). A companhia confirmou que houve conversas iniciais, mas sem acordo assinado nem proposta vinculante. Investidores aproveitaram para realizar lucros, levando o papel a cair 25,85% na sessão.