O Dow Jones e os demais índices das bolsas de Nova York fecharam em alta nesta sexta-feira (20), revertendo as perdas vistas no início do pregão.
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O Dow Jones e os demais índices das bolsas de Nova York fecharam em alta nesta sexta-feira (20), revertendo as perdas vistas no início do pregão.
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O mercado repercutiu a decisão da Suprema Corte que invalidou as tarifas impostas com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês) coloca em xeque mais de US$ 133 bilhões já arrecadados pelo Tesouro com os impostos de importação adotados pelo presidente Donald Trump sob a legislação de emergência, segundo dados federais até dezembro.
Como reação, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira que assinará ainda hoje um decreto impondo uma tarifa global de 10% com base na Seção 122 da Lei de Comércio. “A decisão da Suprema Corte é profundamente decepcionante”, afirmou Trump em coletiva convocada após o veredicto. “Tenho vergonha de certos membros da Suprema Corte”, disse, ao mesmo tempo em que parabenizou os juízes dissidentes que votaram a favor das tarifas.
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Neste sábado (21), porém, o presidente norte-americano elevou as tarifas globais para 15%, com início imediato.
Embora o julgamento de sexta-feira não determine automaticamente a devolução dos valores, empresas já se mobilizam para buscar reembolsos nas instâncias inferiores. A rede varejista Costco é uma das companhias que buscam recuperar os montantes pagos.
O julgamento adicionou incerteza ao arcabouço tarifário construído por Trump, que foi o primeiro presidente a usar a IEEPA para impor impostos de importação, dispositivo historicamente aplicado sobretudo a sanções. “E o fato de nenhum presidente jamais ter encontrado tal poder na IEEPA é uma forte evidência de que ele não existe”, escreveu o presidente da Suprema Corte, John Roberts.
A decisão representa o primeiro grande item da agenda econômica do republicano analisado diretamente pela Suprema Corte e ocorre após uma série de vitórias pontuais do governo na chamada “pauta de emergência”. O governo argumentou que as tarifas são diferentes porque representam uma parte importante da abordagem de Trump em relação aos assuntos externos, uma área em que os tribunais não deveriam questionar as decisões do presidente. Mas Roberts, acompanhado pelos juízes Neil Gorsuch e Amy Coney Barrett, descartou essa ideia, escrevendo que as implicações em matéria de relações exteriores não alteram o princípio jurídico.
Investidores reagiram ainda a uma bateria de dados econômicos relevantes dos EUA, incluindo a primeira leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre de 2025 – que veio abaixo das expectativas de mercado – e números mensais do Índice de Preços para Gastos de Consumo Pessoal (PCE), a média de inflação favorita do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).
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O PIB dos EUA cresceu a uma taxa anualizada de 1,4% no quarto trimestre de 2025. O desempenho veio aquém das expectativas de analistas ouvidos pela FactSet que previam incremento de 1,9%.
Além disso, configura uma forte perda de fôlego ante o trimestre anterior, quando a economia dos EUA avançou 4,4%. Em 2025, a maior economia do mundo cresceu 2,2%, desempenho que aponta uma desaceleração quando comparado à expansão de 2,8% no ano anterior.
Minutos antes da divulgação do desempenho econômico americano, o presidente Donald Trump afirmou que o “shutdown dos democratas custou aos EUA pelo menos dois pontos no PIB”. Após a divulgação, as bolsas americanas abriram em baixa mas, já no meio da tarde, passaram a reverter as perdas.
Já o PCE dos EUA teve alta mensal de 0,4% e anual de 2,9% em dezembro, abaixo das expectativas. O núcleo do indicador, entretanto, veio em linha em ambas as comparações.
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Os rendimentos dos Treasuries (títulos de renda fixa de dívida pública emitidos pelo governo norte-americano) fecharam em alta nesta tarde. Por volta das 18h (de Brasília), o juro da T-note de 2 anos subia a 3,481% e o rendimento da T-note de 10 anos avançava a 4,082%, enquanto o T-bond de 30 anos tinha alta a 4,724%.
O euro foi negociado a US$ 1,1781, enquanto a libra avançava a US$ 1,3483. Frente ao iene, o dólar caiu a 155,06 ienes. Já o índice DXY fechou em baixa aos 97,789 pontos.
No fechamento, em Nova York, o S&P 500 avançou 0,69%, aos 6.909,51 pontos. O Dow Jones subiu 0,47%, aos 49.625,97 pontos, enquanto o Nasdaq teve alta de 0,9%, aos 22.886,07 pontos.
Com informações de Aline Bronzati e Sérgio Caldas, da Broadcast.
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