

O governo Lula indicou o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega para o Conselho fiscal da Eletrobras (ELET3; ELET6).
Além do ex-ministro, o governo indicou para o Conselho de Administração da empresa outros três nomes ligados a governos do PT: Nelson Hubner, ex-diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel); Maurício Tolmasquim, diretor executivo de transição energética e sustentabilidade da Petrobras (PETR3; PETR4) – veja mais aqui; e Silas Rondeau, ex-ministro de Minas e Energia. Os nomes ainda precisam ser aprovados em assembleia de acionistas, em abril.
As indicações para a Eletrobras foram feitas após a empresa assinar termo de conciliação sobre limitação do poder de voto de acionistas a 10%, que virou objeto de ação judicial em tramitação no STF. Pelo acordo, o governo federal ficou com direito a três dos dez integrantes do Conselho de Administração da companhia e a um dos cinco representantes do Conselho fiscal.
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Lula já havia tentado emplacar Mantega na Vale (VALE3), em 2024, mas não conseguiu devido à resistência dos acionistas privados. A ideia original do presidente era que Mantega comandasse a mineradora.
Diante das resistências, tentou negociar uma vaga para ele no Conselho de Administração, mas o intento também não prosperou. Na ocasião, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, chegou a sondar representantes dos acionistas para medir a rejeição ao nome de Mantega. Após o caso vir à tona, Silveira negou ter intercedido por Mantega.
Em 2016, Mantega, hoje indicado para a Eletrobras (ELET3; ELET6), foi inabilitado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) a assumir cargos públicos em razão de sua participação nas “pedaladas” fiscais no segundo governo Dilma Rousseff, e que levaram a então presidente ao impeachment. Em 2023, a ação foi extinta pelo Tribunal Regional Federal.