Segundo dados do Mapa da Inadimplência e Negociação de Dívidas da Serasa, o País encerrou janeiro com 81,3 milhões de consumidores negativados, o equivalente a 49,6% da população adulta. Ao todo, são 327 milhões de débitos em aberto, que somam R$ 524 bilhões. Bancos e cartões de crédito concentram 26,3% das pendências, seguidos por contas básicas, como água, luz e gás (22%), e financeiras (19,8%). Em São Paulo, são mais de 19 milhões de inadimplentes, com cerca de 95 milhões de dívidas que totalizam R$ 144 bilhões.
Nesta edição do Feirão Serasa Limpa Nome, estão disponíveis mais de 620 milhões de ofertas. No estado de SP, são 189 milhões de possibilidades de negociação para cerca de 43 milhões de consumidores. Os acordos podem ser pagos via Pix, com baixa imediata da negativação após a confirmação do pagamento.
O número de empresas participantes cresceu 32,6% em relação à edição de novembro de 2025, o que ampliou o volume de ofertas disponíveis. Na última rodada do feirão, realizada no fim do ano passado, foram fechados 10,2 milhões de acordos, sinalizando a procura dos consumidores por alternativas para reorganizar o orçamento.
Para negociar, o consumidor pode acessar o site e o aplicativo da Serasa ou entrar em contato pelo WhatsApp oficial da empresa. Também é possível realizar o atendimento presencial nas mais de 7 mil agências dos Correios espalhadas pelo Brasil, sem cobrança de taxas. Basta apresentar um documento oficial com foto; as condições oferecidas presencialmente são as mesmas disponíveis nos canais digitais.
A nova edição ocorre em um momento de pressão sobre o orçamento das famílias, em meio ao aumento do endividamento e ao custo elevado do crédito. Especialistas apontam que mutirões desse tipo funcionam como oportunidade para renegociar débitos com desconto, mas alertam que a regularização financeira depende, sobretudo, de planejamento e reorganização das despesas no médio e longo prazo.
Quando vale a pena reservar dinheiro, mesmo com dívidas?
Quem está com o orçamento apertado pode imaginar que investir é um luxo, mas ter uma pequena reserva pode ser justamente o que impede o endividamento de virar uma bola de neve. “Dentro do possível, é importante manter uma quantia mínima reservada para emergências. Essa quantia pode evitar que imprevistos gerem dívidas“, explica Camila Poltronieri Flaquer, Head de Cobrança Digital da Recovery. Segundo ela, “guardar R$ 20,00 ou R$ 30,00 por mês já é um começo. Além de trazer segurança, essa prática ajuda a criar o hábito do planejamento financeiro.”
Entre as alternativas para quem deseja dar os primeiros passos estão produtos como o Tesouro Direto, que aceita aplicações independente do valor inicial, e a poupança, que tem rendimento menor. Na dúvida, vale priorizar investimentos que permitam resgatar o valor total ou parcial com rapidez e segurança, caso necessário em uma emergência.