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O principal índice da B3 pode manter alta na abertura dos negócios desta quarta, seguindo a valorização dos índices futuros de Nova York e da alta de 0,76% do minério de ferro.
O petróleo, por sua vez, cai quase 2% no barril de WTI em meio à cautela dos investidores antes de dados dos EUA e balanços importantes para o panorama da economia americana.
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No exterior, as Bolsas de valores internacionais mostram sinais opostos antes da ata do Fed e do balanço da Nvidia, num momento em que investidores questionam os retornos dos bilhões já investidos no setor de Inteligência Artificial (IA).
No câmbio, o dólar hoje sobe ante moedas desenvolvidas e ante o real. A moeda americana subia 0,16% na abertura, a R$ 5,32 na venda.
O mercado financeiro segue monitorando o efeito dominó da liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada pelo Banco Central após a tentativa de venda ao Grupo Fictor e a prisão do controlador Daniel Vorcaro por suspeitas de crimes como gestão fraudulenta e emissão de títulos irregulares.
O caso expôs a fragilidade de um modelo agressivo de captação, baseado em Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) que pagavam até 140% do Certificados de Depósitos Interbancários (CDI) e dependiam de lastros de baixa liquidez e de operações controversas com fundos de pensão e o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Para analistas, a decisão do BC foi necessária para evitar contágio e preservar a confiança no sistema.
XP, BTG Pactual e Nubank distribuíram cerca de R$ 36 bilhões em CDBs do Banco Master, segundo o Valor Econômico. Dados da Previdência mostram que 17 fundos de servidores investiram no Master.
A Nvidia (NVDC34), cujo balanço de 2023 impulsionou o rali de Inteligência Artificial ao projetar receita quase duas vezes acima das estimativas de Wall Street, volta ao centro das atenções com a atualização marcada para quarta-feira (19).
O ceticismo em torno do trade de IA, porém, está no maior nível em anos, à medida que investidores questionam os retornos dos bilhões já investidos e temem quando esses gastos começarão a melhorar a lucratividade.
A pressão aparece nas ações. A Meta caiu quase 20% desde outubro após anunciar que ampliará “notavelmente” seus gastos com IA. O índice das “Sete Magníficas” recua 5,8% no período, enquanto a Nvidia perde mais de 8% em novembro, mês em que o S&P 500 caminha para uma das piores performances desde 2008.
Segundo o Bank of America (BofA), “a Nvidia enfrenta a difícil tarefa de atender tanto expectativas elevadas de lucro quanto o alto ceticismo em torno dos investimentos em IA”.
Com rating AA e previsão de mais de US$ 70 bilhões em lucro líquido neste ano, a empresa oferece visibilidade única sobre a demanda global. O CEO Jensen Huang afirmou ter “visibilidade de meio trilhão de dólares” em vendas dos chips Blackwell e Rubin até 2026, sugerindo confiança na procura.
Ainda assim, incertezas persistem: dúvidas sobre autorização da Casa Branca para vendas à China e riscos de desaceleração da demanda por parte de hyperscalers pressionam o sentimento. Operadores de opções precificam os maiores movimentos pós-balanço em mais de um ano, cerca de 6,2% para qualquer lado.
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Esses e outros dados do dia ficam no radar de investidores e podem impactar as negociações na Bolsa de valores brasileira, influenciando o índice Ibovespa futuro.
*Com informações de Luciana Xavier e Silvana Rocha, do Broadcast
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