O Ibovespa futuro opera estável com leve alta de 0,06%, aos 165.450 pontos nesta terça-feira (13). As atenções do mercado estão na divulgação do volume de serviços, no Brasil, e dados de inflação americanos, medidos pelo CPI.
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O Ibovespa futuro opera estável com leve alta de 0,06%, aos 165.450 pontos nesta terça-feira (13). As atenções do mercado estão na divulgação do volume de serviços, no Brasil, e dados de inflação americanos, medidos pelo CPI.
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O principal índice da B3 deve buscar equilíbrio entre a queda discreta em Nova York e do minério de ferro (0,24%), de um lado, e a forte alta do petróleo (1,80%), de outro. “A dinâmica do dia deve ser dada pelo externo mais cauteloso”, estima o economista Carlos Lopes, do banco BV, em comentário matinal enviado a clientes e à imprensa.
Com a agenda doméstica esvaziada, os ativos brasileiros tendem a ser influenciados pelo movimento externo, uma vez que o CPI dos EUA pode fornecer pistas sobre a política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Esse cenário pode afetar os juros futuros e as estimativas para a Selic adiante.
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A pesquisa Projeções Broadcast indica alta de 0,30% no CPI dos EUA em dezembro, frente a novembro (0,2%), e taxa anual de 2,7%, em linha com o mês anterior.
Ontem, o Ibovespa fechou em baixa de 0,13%, aos 163.150,35 pontos. Segundo Alvaro Bandeira, coordenador de Economia da Apimec Brasil, o indicador tem boas chances de buscar os 165 mil pontos nos próximos dias, mas com volta tímida dos investidores estrangeiros.
Também no exterior, o JPMorgan dá a largada na temporada de balanços do quarto trimestre nos Estados Unidos. O banco teve lucro líquido de US$ 13,03 bilhões no quarto trimestre de 2025, 7% menor do que o ganho de US$ 14,01 bilhões apurado em igual período do ano anterior. Na agenda local, a Vale divulgou datas previstas para sua prévia operacional e balanço do quarto trimestre.
No câmbio, o dólar hoje avança levemente ante pares principais, mas beira estabilidade ante o real. Após a abertura, a moeda americana subia 0,02%, a R$ 5,37 na venda.
Em novembro de 2025, o volume de serviços no Brasil variou -0,1% frente a outubro, na série com ajuste sazonal. Dessa forma, o setor de serviços se encontra 20,0% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 0,1% abaixo do recorde da série histórica, alcançado em outubro de 2025. Em relação a novembro de 2024, na série sem ajuste sazonal, o volume de serviços cresceu 2,5%, vigésimo resultado positivo consecutivo.
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O resultado contrariou a mediana das estimativas do mercado, que indicavam crescimento de 0,1% para ovolume de serviços prestados em novembro, na margem, após alta de 0,3% em outubro. As projeções variavam de queda de 0,6% a avanço de 0,5%.
A variação negativa do volume de serviços (-0,1%), de outubro para novembro de 2025, foi acompanhada por apenas duas das cinco atividades de divulgação: transportes (-1,4%) e informação e comunicação (-0,7%).
Em contrapartida, houve altas em profissionais e administrativos (1,3%) e outros serviços (0,5%), com o primeiro acumulando um ganho de 1,6% nos últimos 2 meses, enquanto o último registrou um crescimento acumulado de 3,5% entre julho e novembro. Por sua vez, os serviços prestados às famílias (0,0%) ficaram estáveis neste mês.
O caso do Banco Master segue no foco, após o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, ter acertado com o Banco Central a realização de uma inspeção na autoridade monetária.
Investidores também aguardam uma análise do governo brasileiro sobre eventuais impactos na balança comercial após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar tarifas de 25% para países que negociem com o Irã. A participação do país no comércio exterior brasileiro, no entanto, é baixa, com 0,84% das exportações.
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Esses e outros dados do dia ficam no radar de investidores e podem impactar as negociações na bolsa de valores brasileira, influenciando o índice Ibovespa futuro.
*Com informações de Maria Regina Silva e Luciana Xavier, do Broadcast
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