No exterior, a agenda reúne dados relevantes nos Estados Unidos, como os pedidos iniciais e contínuos de seguro-desemprego, termômetro semanal do mercado de trabalho, além de índices regionais de atividade e leilão de títulos do Tesouro.
Além disso, mercados aguardam o desfecho do encontro entre EUA e Irã, em Genebra, em busca de um acordo nuclear. O “prêmio de risco geopolítico pode disparar a qualquer momento” diante da intensificação militar dos EUA no Oriente Médio, disse Nikos Tzabouras, da Tradu, em e-mail.
Investidores ainda esperam pelo testemunho da vice-presidente de Supervisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Michelle Bowman, em comitê do Senado norte-americano.
A gigante americana de tecnologia Nvidia também apresentou, na noite de ontem, seus resultados trimestrais, o que pode influenciar os humores em Nova York nesta quinta-feira.
A empresa apresentou lucro líquido de US$ 42,96 bilhões no quarto trimestre fiscal de 2025, o que correspondeu a um aumento de 94% no comparativo com igual período do ano anterior. Ajustado, o lucro por ação foi de US$ 1,62. A receita total da companhia somou US$ 68,13 bilhões no trimestre, crescimento de 73% na base anual e acima da expectativa de analistas consultados pela FactSet, que previam US$ 66,13 bilhões.
Os resultados afastaram, por hora, o temor de formação de uma bolha no setor de IA no mercado financeiro, tendo em vista que os papéis da Nvidia tinham alta de 1,3% no pré-mercado. Na outra ponta, a fornecedora de software Salesforce tombava 3%, depois de decepcionar com a conjuntura de seu balanço.
Clima cauteloso no exterior
Um tom mais cauteloso marca a espera das negociações nucleares entre EUA e Irã, em Genebra, em meio à intensificação militar americana no Oriente Médio e volatilidade do petróleo. Com os temores, Nova York opera com viés de baixa. Às 9h31 (de Brasília), no mercado futuro, o Dow Jones caía 0,22%, o S&P 500 recuava 0,10% e o Nasdaq tinha perda de 0,13%.
Na Ásia, as bolsas de Tóquio e Seul renovaram máximas históricas com expectativa de política monetária acomodatícia no Japão e estímulos ao mercado acionário na Coreia do Sul. O índice japonês Nikkei subiu 0,29% em Tóquio, ao patamar recorde de 58.753,39 pontos, enquanto em Seul, o Kospi saltou 3,67%, a 6.307,27 pontos, atingindo novo recorde pelo sexto pregão consecutivo.
Na Europa, as bolsas sobem. Às 9h34 (de Brasília), a bolsa de Londres subia 0,14%, a de Paris avançava 0,92% e a de Frankfurt ganhava 0,44%. A de Milão registrava alta de 0,26%, enquanto as de Madri e Lisboa caíam 0,02%.
Commodities e dólar
Os contratos futuros do petróleo operam em forte queda. Às 9h40 (de Brasília), o barril do petróleo WTI para abril cedia 1,88% na Nymex, a US$ 64,19, enquanto o do Brent para maio recuava 1,34% na ICE, a US$ 69,74.
O contrato mais negociado do minério de ferro no mercado futuro da Dalian Commodity Exchange, para maio de 2026, fechou estável nesta quinta-feira, cotado a 748,5 yuans por tonelada, o equivalente a US$ 108,96. O segundo contrato mais negociado, para setembro de 2026, terminou o pregão em alta de 0,21%, a 732 yuans, o equivalente a US$ 106,55 por tonelada.
O dólar, por sua vez, opera perto da estabilidade antes outras moedas de economias desenvolvidas. Às 9h28 (de Brasília), o euro caía a US$ 1,1802, a libra caía a US$ 1,3538 e o dólar recuava a 156,00 ienes. Já o índice DXY do dólar – que acompanha as flutuações da moeda americana em relação a outras seis divisas relevantes – beirava estabilidade com viés positivo de 0,01%, a 97,71 pontos.
*Com informações de Luciana Xavier, Silvana Rocha e Sérgio Caldas, da Broadcast