Na Comex, divisão para metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre para março encerrou o dia com ganho de 1,31%, a US$ 3,6645 a libra-peso. Já no pregão eletrônico da London Mercantile Exchange (LME), o cobre subia 0,89%, a US$ 8.080,00 por tonelada, às 15h41 (horário de Brasília).
As importações de cobre em 2020 na China como um todo totalizaram um recorde de 6,68 milhões de toneladas, um aumento de 34% em relação ao ano anterior. “Na primavera do Hemisfério Norte, a China aproveitou os baixos preços do cobre em meio à pandemia de covid-19 e aproveitou a oportunidade para comprar muito material, entregue nos meses de verão”, aponta o Commerzbank.
Por meio de suas altas importações, a China deve ter dado impulso ao preço do cobre no ano passado, segundo o banco alemão. “Presumimos que a China comprou mais cobre do que realmente precisava, então o dinamismo das importações neste ano deve diminuir, especialmente porque os preços estão agora muito mais altos”, projeta o Commerzbank.
Em dezembro, as importações de cobre pelo país apresentaram uma queda, o que pode ser sinal do cenário traçado. A notícia de que o presidente eleito dos EUA, Joe Biden, almejaria um pacote de até US$ 2 trilhões, que pode ser anunciado ainda nesta quinta-feira, também apoiou os mercados. Um dos efeitos de tal expectativa é a desvalorização do dólar, o que torna o cobre mais barato para detentores de outras divisas.
Entre outros metais negociados na LME no horário citado acima, a tonelada do alumínio subia 0,05%, a US$ 2.014,00, a do chumbo recuava 1,17%, a US$ 2.027,00, a do níquel tinha alta de 3,80%, a US$ 18.350,00, a do estanho operava com alta de 0,24%, a US$ 21.085,00, e a do zinco recuava 0,59%, a US$ 2.757,00.