No setor financeiro, Itaú (ITUB4) afundava 3,03%. O Bradesco (BBDC3;BBDC4) caía 4,05% nos papéis ordinários (BBDC3) e 3,91% nos preferenciais (BBDC4), enquanto Santander (SANB11) e BTG Pactual (BPAC11) registravam perdas de 2,3% e 5,39%, respectivamente.
A aversão ao risco que pressiona o mercado doméstico tem efeito particular em papéis de maior liquidez, que passaram por um rali nos meses de janeiro e fevereiro por causa da entrada do capital estrangeiro. Os ativos da Vale (VALE3), de maior peso da carteira do Ibovespa, derretem 4,02%. A exceção fica com a Petrobras (PETR3;PETR4), que sobe 0,29% nas ações ordinárias e 0,36% nas preferenciais, diante da disparada dos preços do petróleo.
“O pano de fundo é um mercado que passa a precificar um conflito mais longo, riscos fiscais crescentes e potencial instabilidade regional mais ampla, aumentando a volatilidade e reduzindo o apetite por ativos de maior risco”, afirma Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.
Nesta terça-feira, o EWZ, principal fundo de índice (ETF) de ações brasileiras negociado nos Estados Unidos, tomba 4,45%, o que sinaliza saída de capital estrangeiro, segundo Shahini.
Na avaliação de Eduardo Amorim, especialista da Manchester Investimentos, ainda é cedo para avaliar a real extensão e o impacto de longo prazo do conflito no Oriente Médio nos mercados, já que a situação envolvendo os Estados Unidos e o Irã permanece em estágio inicial de escalada.” Precisamos esperar o desenrolar da geopolítica para entender se o choque de preços e a aversão ao risco serão estruturais ou transitórios”, afirma.
Nesta terça, ataques lançados por Israel e pelos Estados Unidos atingiram o prédio da Assembleia de Especialistas, órgão responsável pela eleição do novo líder supremo do Irã, segundo a imprensa local. O jornal The Times de Israel informou que a reunião teria a presença de 88 aiatolás, mas ainda não se sabe quantos deles estavam no local no momento do ataque.