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Dólar hoje fecha em alta de quase 2% com escalada dos conflitos no Oriente Médio

Alta da moeda americana reflete o modo "pânico" dos investidores com fechamento do Estreito de Ormuz e possível prolongamento da guerra

Por Daniel Rocha, Luciana Xavier e Silvana Rocha

03/03/2026 | 9:45 Atualização: 03/03/2026 | 17:08

Veja o desempenho do dólar. (Foto: Adobe Stock)
Veja o desempenho do dólar. (Foto: Adobe Stock)

O dólar hoje fechou as negociações desta terça-feira (3) com forte alta, refletindo o pânico dos mercados com a escalada da guerra no Oriente Médio. A divisa americana avançou 1,92% e encerrou o dia cotada a R$ 5,2652.

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Nesta manhã, ataques lançados por Israel e pelos Estados Unidos atingiram o prédio da Assembleia de Especialistas, órgão responsável pela eleição do novo líder supremo do Irã, segundo a imprensa local. O jornal The Times de Israel informou que a reunião teria a presença de 88 aiatolás, mas ainda não se sabe quantos deles estavam no local no momento do ataque. Veja a cobertura completa no Estadão.

A ofensiva de Israel e EUA contra o Irã começou no último sábado e resultou no assassinato do líder supremo do regime iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. Na segunda-feira (2), o presidente americano Donald Trump afirmou que a ofensiva contra o Irã pode durar entre quatro e cinco semanas e que a sua “maior onde de ataques” ainda estaria por vir.

A situação se agravou com a decisão do governo iraniano de fechar o Estreito de Ormuz, responsável pelo escoamento de 20% do fluxo global de petróleo, e com as ameaças de incendiar qualquer navio que tentasse passar. O petróleo avançou mais de 4%. Já os contratos de gás natural na Europa chegaram a disparar mais de 20%, após uma paralisação da produção na maior instalação de exportação de gás natural liquefeito do mundo, no Catar.

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Com o conflito, o dólar se fortaleceu, levando o Índice DXY – que mede a força da moeda americana contra outras principais moedas do mundo – à máxima em cinco semanas, enquanto os rendimentos dos Treasuries (títulos de renda fixa emitidos pelo Tesouro norte-americano) também avançaram.

“O pano de fundo é um mercado que passa a precificar um conflito mais longo, riscos fiscais crescentes e potencial instabilidade regional mais ampla, aumentando a volatilidade e reduzindo o apetite por ativos de maior risco”, diz Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.

No Brasil, o destaque é o IPC Fipe, índice que mede a variação de preços na cidade de São Paulo e serve como termômetro complementar das pressões inflacionárias, os números do Produto Interno Bruno (PIB) do quarto trimestre de 2025 e dos dados do Caged de criação de vagas formais em janeiro.

No Brasil, os números do Produto Interno Bruno (PIB) do quarto trimestre de 2025 e os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) ganham destaque.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB brasileiro de 2025 avançou 2,3% ante 2024, um acumulado de R$ 12,7 trilhões. Em relação ao semestre passado, o índice cresceu 0,1%, e 1,8% em comparação ao quarto semestre de 2024.

Já o Caged anunciou que o mercado de trabalho brasileiro abriu 112.334 postos de trabalho em janeiro. O número superou a mediana das estimativas colhidas pelo Projeções Broadcast, que indicava criação líquida de 92 mil vagas (intervalo de 55.304 a 157.231 postos).

No período, o setor agropecuário registrou abertura de 23.073 vagas e a indústria geral criou 54.991 empregos, no saldo líquido. A construção civil foi responsável pela abertura de 50.545 vagas em janeiro e o setor de serviços, por 40.525 postos de trabalho. Por outro lado, o comércio fechou 56.800 vagas no primeiro mês deste ano.

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