Impasse nas negociações entre EUA e Irã impulsionam incertezas nos mercados e fazem metais preciosos caírem. (Imagem: Adobe Stock)
O ouro fechou a sessão desta terça-feira (28) em queda, assim como a prata. O impasse nas negociações para o fim do conflito no Oriente Médio renova as preocupações inflacionárias nos mercados globais e dá ímpeto ao dólar. As atenções são direcionadas também à reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, que começa hoje. A expectativa é que os juros sejam mantidos inalterados.
Na divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para junho encerrou em queda de 1,8%, a US$ 4.608,4 por onça-troy. Já a prata para maio encerrou em baixa de 2,4%, a US$ 73,219.
Segundo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o Irã teria solicitado a reabertura do Estreito de Ormuz o mais rápido possível após relatar estar em um “estado de colapso”. Com os americanos desacreditando da proposta inicial de Teerã para o fim do conflito, relatos de que o país prepara novos termos circularam entre os investidores, mas não reverteram as perdas do ouro.
“A alta dos preços da energia, um dólar mais forte, expectativas de inflação mais firmes e uma perspectiva renovada de juros altos por um longo período nos EUA criaram, em conjunto, um ambiente de curto prazo mais desafiador para ativos que não geram rendimento”, afirma o Saxo Bank.
Na mesma linha, o MUFG aponta que a contínua interrupção no Estreito intensifica as preocupações com a inflação e, consequentemente, aumenta as expectativas de que os principais bancos centrais mundiais mantenham os juros elevados por mais tempo. “Essa perspectiva continua a pressionar o ouro, que não gera rendimento e permanece em queda de aproximadamente 11% desde o início do conflito”, relatam os analistas.
O Fed deve permanecer com as taxas inalteradas na reunião que começou hoje e, segundo o Swissquote, deve manter a postura até o mês de dezembro. Outros BCs como o Banco da Inglaterra, da Europa e do Japão também divulgam as decisões de política monetária ainda esta semana.