“Enquanto empresa de petróleo, temos que pensar em repor reservas. Produzir petróleo em águas ultra profundas é o que sabemos. O foco não poderia ser outro que não zelar pela produtividade. E, para isso, é essencial repor reservas”, disse, nesta segunda-feira (27) à noite.
“A sobrevivência da Petrobras tem um grande componente que é a produção desses reservatórios, tempestiva, com máximo aproveitamento, majoração do potencial dos recursos, mas reposição de reservas. Para nós, é essencial repor reservas, continuar explorando petróleo no litoral brasileiro. A Margem Equatorial está nesse contexto, o litoral do Amapá e o do Rio Grande do Sul (onde fica a Bacia de Pelotas) estão nesse contexto”, disse.
Para além dessas chamadas “novas fronteiras”, Magda disse haver espaço para novas descobertas no próprio pré-sal, ainda que não seja nada tão grande como foram os campos do passado, entre os quais citou Tupi, de onde vem a maior produção da empresa.
Ela também não descartou a internacionalização da exploração, ao lembrar que trata-se de uma empresa internacionalizada, mas disse que a prioridade total é a geração de riqueza no litoral brasileiro. No ano passado, a Petrobras anunciou a volta das atividades na costa oeste da África, onde adquiriu participação em blocos da Shell em São Tomé e Príncipe e negocia para entrar no litoral da Namíbia, como revelou o Broadcast.
Exploração da Petrobras e o Ministério do Meio Ambiente
Questionada sobre a resistência do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em liberar a exploração nessas áreas, Chambriard disse que a pasta de Marina Silva precisa ser mais esclarecida sobre essa necessidade premente da Petrobras de repor reservas. “O Ministério do Meio Ambiente precisa ser mais esclarecido sobre a necessidade de o Brasil explorar a Margem (Equatorial) e perfurar esses poços, até para liderar a transição”, disse sobre o MMA.
Sobre isso, a nova presidente da Petrobras ainda afirmou que o cuidado da empresa vai muito além do que demanda a lei ambiental, o que vai ficar claro pela condução da empresa no tema. Ela também afirmou que a Petrobras vai seguir investindo na diversidade de fontes de energia capazes de garantir o futuro da companhia.
Fornecedores nacionais
Chambriard também lembrou que terá como função reforçar a cadeia de fornecedores nacionais, assunto que acompanha há muitos anos, desde os tempos na Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). “Todos os contratos têm igualdade de oportunidades para fornecedores nacionais e estrangeiros. Vamos ter que honrar a igualdade de oportunidades entre fornecedor nacional e externo”, disse Magda.
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