O S&P ainda destaca que o governo tem influência através do conselho de administração e das decisões estratégicas, além das alocações de capital.
Já em relação a demissão do presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, a agência de classificação de risco acredita que isso não deveria alterar a atual política de preços da empresa. “A atual política está ligada aos preços internacionais do petróleo, apesar de alguns atrasos ocasionais no ajustamento para atenuar a volatilidade alimentada pela inflação nos preços dos combustíveis”, diz a S&P.
A discordância dos conselheiros sobre a distribuição ou não dividendos extraordinários aos acionistas, segundo a agência, motivou a saída de Prates.
“Os membros do conselho nomeados pelo governo mostraram-se inclinados a reduzir os pagamentos extraordinários para aumentar as reservas de caixa, enquanto outros membros apoiaram a manutenção dos pagamentos.”
A Petrobras tem rating soberano ‘BB’, com perspectiva estável na escala global. Já na escala nacional, o rating é ‘brAAA’ e também com perspectiva estável.