A demanda chegou a cinco vezes o valor da oferta inicial (de US$ 1,25 bilhão), atingindo US$ 6,3 bilhões no pico da operação e fechando em US$ 4,3 bilhões, informou a estatal.
A emissão se destacou ainda pelos critérios ASG (Ambiental, Social e Governança) envolvidos na escolha dos bancos e pela compressão de taxas, considerada a maior, à época, para um emissor brasileiro, desde 2017, e a maior em 2023 para um emissor da América Latina.
A taxa obtida ficou em 6,625% ao ano, de uma partida de 7,25%. A operação registrou o menor spread para uma emissão da Petrobras nos últimos 10 anos, segundo a companhia.
“Foi uma operação realmente muito bem-sucedida pela alta demanda, pela compressão de taxas, pelo componente ASG e pela colocação hábil, num momento em que a economia permitiu essa janela. Ocorreu numa hora acertada e estamos muito satisfeitos com esse reconhecimento do mercado”, afirmou em nota o diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores da Petrobras, Sergio Caetano Leite.
A Petrobras estava fora do mercado de dívida desde 2021. Segundo o diretor, um dos objetivos da operação, que foi realizada por meio da subsidiária integral Petrobras Global Finance B.V. (PGF), foi testar a receptividade do mercado a uma dívida da Petrobras no primeiro período da nova gestão.
Ao fim da oferta, 327 investidores mantiveram interesse e a emissão fechou em US$ 4,7 bilhões. Ao todo, 69% dos investidores foram fundos e bancos privados. Participaram da operação os bancos BTG Pactual (BPAC11), Citigroup Global Markets Inc. (CTGP34), Goldman Sachs & Co. LLC, Itau BBA USA Securities, Inc., MUFG Securities Americas Inc, Santander US Capital Markets LLC, Scotia Capital (USA) Inc. e UBS Securities LLC.
O Bonds & Loans Awards reconhece, desde 2014, os negócios mais inovadores de emissores e tomadores de empréstimos soberanos, corporativos e de instituições financeiras, de acordo com a Petrobras.