O petróleo hoje passa por um dia de azar nesta sexta-feira (13). Depois de disparar mais de 9% no pregão anterior, a commodity inverte o movimento nesta manhã, à medida que o mercado financeiro acompanha os desdobramentos da guerra no Oriente Médio.
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O petróleo hoje passa por um dia de azar nesta sexta-feira (13). Depois de disparar mais de 9% no pregão anterior, a commodity inverte o movimento nesta manhã, à medida que o mercado financeiro acompanha os desdobramentos da guerra no Oriente Médio.
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Por volta das 10h30 (de Brasília), o barril do WTI para abril recuava em torno de 2,55%, a US$ 93,50, enquanto o Brent para maio caía próximo de 1,22%, a US$ 99,20.
A queda veio após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante reunião virtual do G7, de que o Irã estaria “prestes a se render”.
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Apesar do movimento, a preocupação com a oferta global de energia segue elevada, sobretudo após o fechamento do Estreito de Ormuz, corredor marítimo estratégico entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã por onde passa cerca de um quinto da produção de petróleo transportada no mundo.
Na bolsa brasileira, também às 10h30, as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) operavam em alta moderada, com PETR3 subindo 0,68%, a R$ 49,99, e PETR4 avançando 0,56%, a R$ 45,25. Entre as demais companhia do setor, Brava Energia (BRAV3) ganhava 1,86%, a R$ 18,66, enquanto PetroReconcavo (RECV3) subia 0,39%, a R$ 12,91. Já Prio (PRIO3) operava em leve queda de 0,59%, a R$ 59,15.
No Brasil, o avanço recente do petróleo aumentou a pressão sobre os combustíveis. Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis, a defasagem do diesel nas refinarias da Petrobras chegou a 72%. Para equiparar os preços internos ao mercado internacional, o reajuste necessário seria de R$ 2,34 por litro no diesel e de R$ 1,10 na gasolina.
Na tentativa de conter o repasse ao consumidor, o governo anunciou na quinta-feira (12) a isenção de PIS e Cofins na importação e comercialização do diesel, medida que pode reduzir o preço do combustível em cerca de R$ 0,64 por litro nas refinarias. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também pediu que governadores avaliem cortes de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para evitar aumentos nos postos.
Além disso, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) começou a organizar a implementação das novas medidas previstas na MP 1340, voltadas a minimizar os efeitos da disparada do petróleo no mercado interno. A agência também definiu diretores responsáveis por acompanhar ações ligadas à chamada “segurança econômica” do diesel e pela fiscalização de possíveis abusos de preços em situações excepcionais.
O Conselho de Administração da Petrobras também aprovou a adesão ao programa de subvenção para a venda de diesel rodoviário, enquanto o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, voltou a afirmar que o governo respeita a governança da companhia e descartou intervenções nos preços.
Segundo levantamento do Google Trends obtido pela Coluna do Estadão, as buscas por “gasolina” no Brasil atingiram o maior nível em três anos nesta semana. As perguntas mais comuns foram “a gasolina vai subir?” e “vai faltar gasolina?”, em meio à escalada do petróleo após o conflito envolvendo o Irã.
No exterior, o salto recente da commodity reforçou receios inflacionários e contribuiu para adiar apostas de cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA). Parte do mercado já trabalha com um início mais tardio do ciclo de afrouxamento monetário nos Estados Unidos.
Com informações da Broadcast
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