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PF faz busca e apreensão na empresa de cripto que movimentou R$ 1,5 bi

A Operação Halving tem o objetivo de combater crimes contra o sistema financeiro e contra o mercado de capitais

PF faz busca e apreensão na empresa de cripto que movimentou R$ 1,5 bi
Criptomoedas (Foto: Envato Elements)
  • Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em João Pessoa (PB), Campina Grande e São Paulo (SP) pela Operação Halving
  • No começo de fevereiro, o trader Antônio Inácio da Silva Neto, da Braiscompany, deu um calote de pelo menos R$ 600 milhões ao tirar do ar o sistema de pagamento do site

A Braiscompany, empresa brasileira de criptomoedas com sede em Campina Grande (PB), foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) em conjunto com o Ministério Público Federal da Paraíba (MPF-PB), na manhã desta quinta-feira (16). Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em João Pessoa (PB), Campina Grande e São Paulo (SP) pela Operação Halving – nome dado em alusão a um dos eventos do processo de mineração de bitcoin.

A Operação Halving tem o objetivo de combater crimes contra o sistema financeiro e contra o mercado de capitais. Segundo informações da PF, nos últimos quatro anos foram movimentados valores equivalentes a aproximadamente 1,5 bilhão de reais em criptoativos, em contas vinculadas aos suspeitos.

E-Investidor entrar em contato com a Braiscompany, mas não obteve resposta.

Outros casos com a Braiscompany

No começo de fevereiro, o trader Antônio Inácio da Silva Neto, da Braiscompany, deu um calote de pelo menos R$ 600 milhões ao tirar do ar o sistema de pagamento do site após uma sequência de atrasos nos repasses de rendimentos prometidos aos clientes, iniciados em dezembro. A suspeita é que o trader aplicava o golpe de pirâmide financeira disfarçada de investimentos em criptomoedas, com um discurso de altos rendimentos fora do mercado financeiro tradicional. Cerca de 10 mil clientes foram prejudicados.

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Neto alega que a culpa dos atrasos seria da Binance, corretora que a empresa depende 100% para operar e fazer pagamentos. A Binance, em nota divulgada no mês passado, disse que não “realiza quaisquer ações em contas que não sejam devidamente embasadas nos termos e condições, contratos e políticas vigentes e aceitos por todos os usuários”.

Essa também não foi a primeira vez que a Braiscompany é autuada. Em 2020, a PF abriu um inquérito na delegacia de Campina Grande para avaliar a regularidade e viabilidade econômica do funcionamento da empresa. Segundo informações de O Globo, nos últimos 35 dias foram retirados em bitcoins o valor correspondente a R$ 30 milhões da conta da BraisCompany na Binance. Desde que a carteira foi aberta, em 2018, passaram pela exchange R$ 870 milhões, sendo a última movimentação registrada no dia 19 de janeiro.

 

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