O PIB da América Latina tem buscando caminho oposto do PIB global em meio ao cenário externo turbulento. (Imagem: Adobe Stock)
O economista-chefe do Citi, Ernesto Revilla, avaliou há pouco que o crescimento da América Latina tem se mostrado resiliente em meio à redução das expectativas para o Produto Interno Bruto (PIB) global, na esteira do choque do petróleo. A projeção para a região no ano é de alta de 2%.
“É um crescimento um pouco abaixo do registrado no ano passado, o que já era esperado. A surpresa, na verdade, é que a desaceleração não seja mais intensa. O crescimento tem se mostrado forte e bastante resiliente. Para 2027, esperamos uma leve recuperação no cenário-base”, afirmou durante conferência anual do Citi, em Miami.
Revilla reiterou a projeção de crescimento para o PIB brasileiro, que deve passar de 2,3% em 2025 para 1,8% em 2026. Boa parte dessa desaceleração, segundo ele, reflete a taxa de juros em nível elevado, que, de acordo com a última decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), foi estabelecida a taxa Selic em 14,5%, pressionada pela inflação e cenário externo turbulento.
Países como Chile e Peru devem crescer 2,2% e 2,8%, respectivamente, enquanto a Colômbia deve registrar crescimento de 2,7% no ano, por exemplo.