“Embora prevemos algumas melhorias na qualidade dos ativos e uma recuperação na margem financeira do mercado, esperamos uma lenta recuperação global dos resultados, resultante da lenta redução do custo do risco e do crescimento dos empréstimos abaixo dos pares.
No geral, esperamos que o retorno sobre patrimônio médio (ROAE) se situe em 12,5% em 2024 – ainda abaixo do custo do capital próprio. Acreditamos que a recuperação do ROAE será uma história para 2025″, ponderam os analistas Henrique Navarro, Arnon Shirazi e Anahy Rios, em relatório enviado a clientes.
O Santander diz que está menos otimista do que o consenso sobre o quanto os créditos não performados (NPL) do Bradesco podem melhorar nos próximos trimestres. “Prevemos que os NPL melhorem 60 pontos-base em 2024, o que leva as provisões a diminuirem 5% em termos homólogos nas nossas estimativas”, dizem os analistas.
Navarro, Shirazi e Rios também destacam uma abordagem mais conservadora em relação à receita líquida de juros (NII) do Bradesco, pois a acreditam que o crescimento dos empréstimos será limitado durante 2024.
Em relação à recente mudança na gestão do Bradesco, que anunciou na última quinta-feira, 23, que Marcelo Noronha é o novo CEO, o Santander afirma que recebe favoravelmente a experiência de Noronha nos mercados financeiros e que a substituição deve ser acompanhada por uma mensagem renovada de uma potencial recuperação, mas que não prevê mudanças imediatas na estratégia do banco. O novo preço-alvo, de R$ 20,00, para os papel preferencial do Bradesco equivale a um potencial de valorização de 23,7% sobre o fechamento de sexta-feira, 24.