Nesta terça-feira, ataques lançados por Israel e pelos Estados Unidos atingiram o prédio da Assembleia de Especialistas, órgão responsável pela eleição do novo líder supremo do Irã, segundo a imprensa local. O jornal The Times de Israel informou que a reunião teria a presença de 88 aiatolás, mas ainda não se sabe quantos deles estavam no local no momento do ataque.
Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, afirma que a escalada das tensões no Oriente Médio e o risco de interrupção no fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de petróleo globais, reacenderam temores inflacionários no mundo e colocaram os investidores em modo defensivo.
“Bolsas desenvolvidas e emergentes registram perdas e, no Brasil, o movimento atinge em cheio ativos mais líquidos, como ações de bancos, enquanto o EWZ sinaliza saída de capital estrangeiro. O pano de fundo é um mercado que passa a precificar um conflito mais longo, riscos fiscais crescentes e potencial instabilidade regional mais ampla, aumentando a volatilidade e reduzindo o apetite por ativos de maior risco”, acrescenta Shahini.
O EWZ é o principal fundo de índice (ETF) de ações brasileiras negociado nos Estados Unidos e tombou 4,71% nesta tarde.
Papéis de maior liquidez, que passaram por um rali nos meses de janeiro e fevereiro por causa da entrada do capital estrangeiro, estiveram entre as principais perdas do dia. Esse foi o caso da Vale e dos ativos de grandes bancos. No setor financeiro, Itaú (ITUB4) afundou 3,35% e Banco do Brasil (BBAS3) tombou 4,17% nesta tarde. O Bradesco (BBDC3;BBDC4) caiu 4,21% nos papéis ordinários (BBDC3) e 4,76% nos preferenciais (BBDC4), enquanto Santander (SANB11) e BTG Pactual (BPAC11) registraram perdas de 2,45% e 5,86%, respectivamente.