A empresa de educação reportou prejuízo líquido de R$ 49,5 milhões no quarto trimestre, revertendo o lucro líquido de R$ 13,8 milhões registrado no mesmo período do ano passado. Na avaliação do BTG Pactual, a companhia divulgou um conjunto fraco de resultados, atingindo o limite inferior de sua projeção de fluxo de caixa livre (FCF) para 2025, de R$ 500 milhões a R$ 600 milhões.
Também no segmento de educação, a Cogna (COGN3) derrete 5,03% a R$ 3,02, após registrar lucro líquido ajustado de R$ 220,0 milhões no quarto trimestre de 2025, queda de 76,2% em relação a igual intervalo do ano anterior. O Citi avaliou os números do balanço como fracos, com destaque negativo para o Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização), de R$ 769,1 milhões, e a receita, de R$ 2,201 bilhões.
CSN e CSN Mineração caem na sessão
A CSN, outro destaque negativo do dia, apresentou prejuízo líquido de R$ 721 milhões no quarto trimestre de 2025. O resultado negativo veio 748% maior do que os R$ 85 milhões negativos reportados em igual período de 2024. A XP aponta que a alavancagem da companhia, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda, continua sendo uma das principais preocupações entre os investidores. O indicador aumentou para aproximadamente 3,5 vezes, ante 3,1 vezes no terceiro trimestre de 2025.
A CSN Mineração (CMIN3), por sua vez, cede 2,31% a R$ 5,07, após registrar lucro líquido de R$ 1,194 bilhão no quarto trimestre de 2025, queda de 40,8% ante igual intervalo de 2024. A Genial avaliou os resultados operacionais da CSN Mineração no quarto trimestre como sólidos, com alta de 11,7% nos embarques na comparação anual, o melhor desempenho para o período na história da empresa.
Casas Bahia recua no pregão
Fora do Ibovespa, as ações da Casas Bahia (BHIA3) recuam 0,33% a R$ 3,05. A empresa reduziu o prejuízo no quarto trimestre, em meio à melhora operacional e avanço da receita. A companhia registrou prejuízo líquido ajustado de R$ 79 milhões no período, queda de 82,5% em relação a igual trimestre de 2024.
O balanço foi elogiado pelo Safra. Em termos de crescimento, o resultado também superou as expectativas da XP, apesar das margens ainda fracas. “Preferimos aguardar os resultados da nova estrutura de capital para levar o lucro líquido a terreno positivo”, pondera a corretora.
Brava derrete e destoa do petróleo
Os papéis da Brava Energia (BRAV3) tombam 3,62% a R$ 18,93, mesmo em um dia em que o petróleo voltou a se aproximar do patamar de US$ 100 por barril. A companhia registrou prejuízo de R$ 588 milhões no quarto trimestre de 2025, queda de 43% frente às perdas de R$ 1 bilhão apuradas no mesmo período de 2024. Para o BTG, foi um trimestre mais fraco, mas em grade parte em linha com as expectativas.