Na Europa e nos EUA, as bolsas apresentam melhora no apetite por risco, com investidores reagindo à sinalização de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã, reduzindo temores sobre a oferta global de energia. A reabertura gradual do fluxo de embarcações no Estreito de Ormuz contribui para a queda do petróleo, que devolve parte do prêmio de risco recente, ao mesmo tempo em que os rendimentos dos Treasuries, títulos do Tesouro americano, recuam e o dólar perde força no exterior.
Apesar do alívio, o cenário ainda exige cautela com a commodity que permanece em patamar elevado e sobre incertezas sobre inflação e condução da política monetária global.
No Brasil, esse pano de fundo externo mais favorável se traduz em recuperação consistente dos ativos locais, com o Ibovespa avançando após perdas recentes, apoiado também por sinais de entrada de fluxo estrangeiro. A queda do petróleo limita ganhos de empresas ligadas à commodity, mas é compensada pela valorização de bancos e consumo cíclico.
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No início da sessão o dólar apresentou volatilidade, mas passou a cair acompanhando o enfraquecimento global da moeda americana. A curva de juros doméstica acompanha o movimento dos treasuries, registrando queda em toda extensão, ainda que com nível de cautela diante das incertezas locais e globais.
Entre as ações que compõem o Ibovespa, o movimento positivo é amparado pelo bom humor externo. O setor financeiro lidera os ganhos, refletindo melhora de percepção de risco e maior sensibilidade ao fluxo internacional.
Em contrapartida, empresas ligadas ao petróleo recuam acompanhando a forte queda da commodity. Às 14h45 o Ibovespa avançava 2,14% aos 178 mil pontos, enquanto o dólar recuava 0,74% aos R$ 5.
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