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Petróleo perto de US$ 100 azeda o humor global; Ibovespa cai mais de 2% com dólar a R$ 5,22 e pressão nos juros

Avanço do Brent reacende aversão ao risco, empurra Treasuries e dólar para cima e reduz apostas em cortes de juros nos EUA e no Brasil

O avanço do Brent novamente reacendeu a aversão ao risco, com receios de restrições de oferta elevando volatilidade e pressionando bolsas na Europa e em Wall Street. Nesse ambiente, o dólar ganha tração contra moedas fortes, enquanto os rendimentos dos Treasuries, títulos do tesouro americano, sobem, refletindo a leitura de inflação global mais persistente diante de energia mais cara.

As expectativas para o início dos cortes de juros pelo Federal Reserve, banco central dos EUA, foram empurradas do meio do ano para setembro, num ajuste que reforça a precificação de “juros altos por mais tempo”. Em suma, a combinação de tensões geopolíticas e choque de commodities mantém o humor defensivo e limita apetite por risco em ativos emergentes.

No Brasil, o Ibovespa tem queda forte no início da tarde, enquanto o dólar ronda os R$ 5,22 e os juros futuros o sobem, acompanhando o ajuste global e a busca por proteção. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro avançou 0,70%, acima da mediana de 0,63%, alimentando a leitura de pressões mais disseminadas e reduzindo espaço para cortes agressivos da Selic.

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A precificação migra para maior probabilidade de corte de 0,25 pp na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), com a hipótese de 0,50 pp perdendo tração. Nesse pano de fundo, ações domésticas sensíveis a juros lideram as quedas, enquanto o câmbio e a renda fixa ajustam prêmios de risco. Com isso, às 13h45 o Ibovespa caía cerca de 2,40% aos 179.548 pontos.

Entre as ações que compõem o índice, o pregão é amplamente negativo, com CSN (CSNA3) entre as maiores baixas após divulgar prejuízo no 4T25.

Bancos devolvem ganhos com a abertura dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) e percepção de atividade mais pressionada, e Vale (VALE3) recua apesar da alta do minério de ferro nos mercados asiáticos. Nos setores de consumo e educação, juros mais altos e balanços fracos pesam: Yduqs (YDUQ3) lidera quedas após resultados, com pressão também em Cogna (COGN3) e varejistas.

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