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Ibovespa cai com petróleo em alta, juros pressionados e cautela global

Tensões geopolíticas sustentam o Brent acima de US$ 100, elevam os juros e limitam o apetite a risco; real se valoriza com dólar mais fraco

A sessão lá fora apresenta apetite a risco mais contido, em meio ao aumento das tensões geopolíticas, que mantêm o petróleo em alta e reacendem o debate sobre pressões inflacionárias globais. Em paralelo, os Treasuries, títulos do Tesouro estadunidense, operam com viés de alta, enquanto investidores se posicionam para uma semana carregada de decisões de bancos centrais e de balanços de grandes empresas, o que reduz a disposição para assumir risco em ações. Nesse ambiente, o dólar perde força ante moedas fortes, refletindo o equilíbrio entre busca por proteção e a leitura de que ainda pode haver espaço para algum avanço diplomático.

No Brasil, o tom da sessão também é de cautela: o Ibovespa chegou ao início da tarde em leve queda, em linha com o exterior e com rotação interna favorecendo nomes ligados a commodities. Mesmo com o Brent acima de US$ 100 apoiando ações de energia, o índice não sustenta alta e segue pressionado pela reprecificação de inflação e pelo enfraquecimento do fluxo estrangeiro no curto prazo.

No mercado de juros, os Depósitos Interfinanceiros (DIs) sobem — combinando petróleo mais firme, Treasuries mais altos e piora das expectativas (Focus), em semana de Comitê de Política Monetária (Copom) e com dados de inflação no radar. No câmbio, o real se valoriza com o dólar global mais fraco; por volta de 14h (de Brasília), o dólar à vista recuava 0,54% para R$ 4,97. Por fim, o Ibovespa apresenta queda de 0,39%, aos 189.998 pontos.

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Entre as ações que compõem o Ibovespa, a fotografia do pregão mostra empresas ligadas ao petróleo na dianteira, com Petrobras (PETR3; PETR4) e pares acompanhando o ganho firme da commodity.

Do outro lado, a curva de juros mais pressionada pesa sobre bancos e, principalmente, sobre construtoras, que também reagem a sinais mais fracos de confiança no setor e ao avanço do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M). Na mineração, a Vale (VALE3) opera no negativo, em um dia de menor apetite a risco. Entre os destaques positivos, Usiminas (USIM5) estende ganhos após balanço.

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